quarta-feira, 13 de junho de 2007

A fábula do Tamanduá Ramon e da Formiga Sílvia



Era uma vez um garboso tamanduá chamado Ramon, um moço alto e vistoso o qual fazias as mais belas fêmeas tamanduá (sei lá eu como se escreve isso) suspirarem quando ele passava. Ramon cultivava estranhos hábitos para um tamanduá como ele, um deles era tentar conquistar uma insignificante formiga chamada Sílvia.
Sílvia por sua vez, era uma formiga desgarrada do resto da colônia, vivia em seu mundo próprio e apesar de já ser pequena tentava se fazer menor ainda para não ser percebida.
Um belo dia, Ramon encheu seu peito de ar e o bolso de moedas e foi até a floricultura comprar um buquê de flores para sua amada. Colocou seu melhor terno e foi ao encontro de Sílvia, mas, quem diria... A pobre formiga, cheia de razão e nenhum pouco de sentimentalismo rejeitou Ramon, dizendo que o amor deles era impossível. Ramon, coitado, se viu arrebatado de tamanha tristeza que fugiu aos prantos deixando Sílvia com um buquê espedaço em sua frente (um buquê muito maior do qualquer outro já sonhado pela sonhadora formiga). Quanto menor ficava Ramon, em sua frenética correria, aos olhos da pequena, mais o seu pobre coraçãozinho se via apertado (se formiga não tiver coração usem a imaginação).
Ramon voltou para sua casa, onde se trancou no quarto, ouviu Los Hermanos por dias e escreveu vários textos cheios de emoção, sentimento e palavras difíceis.
Sílvia carregou os restos do buquê para seu quartinho no formigueiro, um quartinho imensamente pequeno, mas que para ela era um formigueiro-castelo onde cabia toda sua imaginação. Passou dias suspirando e olhando o filme “O Fabuloso destino de Amelie Poulain”, em sua cabeça se passava de tudo, toda a preocupação com outras pessoas, com o próprio Ramon, o qual fazia seu pensamento vagar o dia inteiro...

(continua)

Hoje é dia de Santo Antônio

Uma explosão de receitas que envolvem maçã, mel, fotos, papel branco, nunca antes tocado, entre outros tantos ingredientes, circula hoje pela internet, jornais, revistinhas. É o amor, pedindo ajuda para que aconteça, se segurando na crença, na esperança.
O céu aqui de Pelotas chora, abençoando toda essa manifestação, a noite foi tensa, muita chuva e trovoada, mas não apagou o desejo de quem ainda busca um amor, mesmo que tenha que se segurar nesses artifícios. Boa sorte aos que praticam as “simpatias amorosas”, que não perderam a esperança de encontrar o que todo mundo passa a vida procurando, eu, prefiro só observar...

terça-feira, 12 de junho de 2007

domingo, 10 de junho de 2007

Eu tenho pena dos pontos.

Eles tão sempre lá no final da fila das frases, e em espanhol é pior ainda, porque até deixam eles ficarem no início, mas ficam de castigo, de cabeça para baixo! Tadinhos!

Sobre a lágrima

Foi um jeito que os olhos, preocupados como só, encontraram de chegar até a boca, escorrendo pelo rosto, para assim regar um sorriso que morria.

Cachorrada (o texto não tem muito a ver, mas quero que seja esse o nome).

E por que a gente pega um DVD e tem vontade de chorar?
E por que a gente sente que a melhor coisa da noite foi conhecer 2 cachorros gordinhos?
E por que a gente desce de um carro correndo, louco para chorar?
E por que aqui no meu quarto ta tudo tão bom?

Nunca vou entender!

Por que se mente tanto nessa vida?

Se alguém souber as respostas não me diga, não quero saber para nunca fazer como todo mundo faz! São perguntas que ME faço para nunca saber as respostas. Daqui do meu canto vou olhando em silêncio quanta mentira, que hoje me assusta, mas amanhã me fortalece...

Sim! Tô triste!

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Sobre a neblina

É um jeitinho que o céu dá para chegar devagar e fazer um carinho nas flores, um carinho mais lento que a chuva.

Novas cores.

Não sei se foi a neblina, esse monte de folhas pelo chão, tanta roupa escura passeando pela rua, o anoitecer que chega cada dia mais cedo... Não sei o que foi, mas deu vontade de mudar o colorido do blog.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Tô com medo que os carteiros sumam.

Quem vai levar meus cartões de Natal? Quem vai levar minhas cartinhas de amor? Quem vai me trazer boas notícias? ...
Eu sei que existe e-mail, msn, orkut e mais toda a parafernália cibernética que nos faz dar uma escapadinha em horário de trabalho, mas e o carteiro? Só vai me trazer contas? E se as contas começarem a chegar por e-mail e for só imprimir? E se o valor tiver errado e a gente passar 45 minutos digitando 1, 4, 5, 9, 3, no telefone, e nunca conseguir falar com um atendente nesses 0800 da vida? E se as pessoas não falarem mais, só digitarem? Meu Deus! É o fim!
Não quero mais falar disso, não quero imaginar que não vou mais em um banco, por pior que seja a fila, mas lá tem alguém para me atender! Não quero pensar no tanto de horas que vou ficar sentada em uma cadeira, resmungando por causa da minha bursite e perdendo de andar de bicicleta, de ver gente, rua, passarinho, flor...
Carteiros, não me abandonem!

domingo, 3 de junho de 2007

A Marcha dos Pingüins



Acabei de assistir a esse documentário que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2006. Assisti na companhia de meu gato Joãozinho Chimbico, que dormiu em noventa por cento do tempo e no restante quis brincar de lutinha, ou seja, nem foi tão companheiro assim.
As cenas são de uma beleza fora do comum, e a história de uma força tamanha pela sobrevivência de uma espécie que fica difícil de encontrar uma palavra para descrevê-la.
Para quem gosta de coisas mimosinhas fica a minha dica.
Abaixo um trecho do pensamento de um filhote pingüim, quando seu pai vem voltando:
“Os adultos não se cansam de ir e vir, eles têm dois lados: O branco é lado bom, são barrigas cheias voltando, o preto não é bom, significa barrigas vazias que se vão. Nós somos diferentes, somos cinza dos dois lados, significa que vivemos com fome”