quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Sobre o mal-estar
Obrigada pelo chazinho às 4 horas da madruga mãe ;)
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Cartinha para o Papai Noel
Posso fazer uma pergunta antes? O senhor já recebeu alguma cartinha de agradecimento?
Bom, não sei por onde o senhor pode me responder, mas creio que já sei a resposta. Eu vou escrever a cartinha e deixar na internet, pois é mais barato que sedex para o Pólo Norte, pelo que andei me informando, se o senhor quiser pode me responder da mesma maneira, um dia eu a encontro.
Voltando ao motivo da minha escrita, gostaria de pedir para o senhor não entregar presente na casa de ninguém.
Ta, clama Bom Velhinho, não desmaia, eu não sou malvada e nem estou escrevendo isso para ver criancinhas chorando. Eu só queria que o Espírito de Natal não fosse substituído pelo do consumismo, que, aliás, o senhor é o maior símbolo, sem ofensas. Não queria ver gente de beiço porque não ganhou o presente mais caro ou o mais chamativo. Não queria que a gente deixasse de aproveitar a quem temos para aproveitar o que temos. Não queria que a gente gastasse todo nossa grana em tanta futilidade hipnótica que nos faz esquecer quem ainda passa fome numa noite tão linda como essa.
Queria que prevalecesse a fraternidade e a caridade, que a gente recebesse sinceros abraços, que valorizássemos a quem temos, mas eu queria isso para sempre, o senhor ta me entendendo? Só no Natal não me adianta!
E não querendo abusar do senhor, mas já pedindo outra coisa bem barbadinha, será que o senhor pode colocar quebra-molas em todas as estradas de todo o mundo? Pessoal ta se matando no asfalto mais que em guerra sabia?
Ah, mais uma coisinha... Anão não tem família? Coisa feia fazer eles trabalharem toda noite junto do senhor e não deixar eles passarem as comemorações em suas casas. E o serviço de proteção aos animais nunca lhe procurou? Deve ser uma barra passar a noite carregando um velhinho obeso e um saco de presentes pesados. Ta, parei! Amigo, amigo...
FELIZ NATAL PESSOAL!
domingo, 23 de dezembro de 2007
Jardins
jardins
oi, magda! e aí? venceu alguma vez o jogo do papel de bala? hehe
depois que tu saiu eu entrei no site do rubem alves, um desses professores admiráveis que a gente conhece por acaso, e li este texto sobre jardins e pensei em te mostrar. aí vai o link pra tu leres quando quiseres. http://www.rubemalves.com.br/jardins.htm
um beijo do fah!
Obrigada Fabrício!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Momentos inesquecíveis da minha infância
Com seis anos de idade eu tive rubéola, paralelo a este fato, mais dois acontecimentos se sucediam:
Primeiro: No fim do ano seria minha formatura no prézinho;
Segundo: Minha irmã fazia um regime.
Hã? Hein? Cuma? O que uma coisa tem a ver com a outra?
Calma gente eu explico...
Para esse mega-evento infantil eu precisava de uma roupinha, a famosa toga, então a mãe tinha que me levar na costureira para fazer a tal.
Eu ouvia as conversas acerca do regime da minha irmã, não lembro da receita desse regime, mas uma frase eu gravei: “Agora Mônica, tu comes muitas saladas, faz umas com RODELAS DE TOMATE e blá blá blá...”.
Da rubéola eu lembro menos ainda, só sei que me apareceram umas bolinhas vermelhas na barriga.
Ocorre que no dia que fui na costureira, tirar minhas míseras medidas, tive que levantar a camiseta. Quando as bolinhas apareceram a senhora me perguntou: “O que são essas bolinhas na tua barriga Magda?”
A mãe tava entretida olhando uns tecidos e não pôde me dar cola, então sem lembrar a resposta direito e fazendo uma desastrosa semelhança entre o nome da minha doença e os ingredientes do regime da Mônica, eu respondi convicta: “TOMATITE!”
O quê???
Ops, rubéola é parecido com rodela e não com tomate.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Sobre os sentimentais
Ela só tem amor em abundância e um coração doce como açúcar, isso que faz ela ficar colada em ti.
“Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. Se ela te fosse direta, você a rejeitaria.”
Sobre a minha capacidade de estragar tudo
Um exemplo disso aconteceu hoje, quando fui fazer um pratinho para o Nana, lembram dele né? (“Miniflashback”: É o passarinho que me visita aqui na janela do meu quarto). Como ele não consegue se equilibrar na janela, só na grade, eu resolvi pendurar um pratinho na grade, com alpiste, para ele conseguir comer. Acreditem, meu pratinho branco e grande demais serviu de espantalho e agora o Nana ta lá longe com medo do fantasma que eu criei.
Eu só queria que ele não ficasse com fome!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Me-me-me-di-di-nho
15:15 Alguém atende (sim, ta meio demoradinho para atender lá no banco e aqui foi onde achei para protestar).
15:15 Depois de toda aquela musiquinha, Magda pede: - Boa tarde! Posso falar com aquele rapaz que é responsável pelo envio de TED? Esqueci o nome dele, é André? Alex?...
15:15 A atendente responde: - TED é com o ARNO, vou te passar, só um minuto (que se transforma em 4).
15:16 Magda empalidece.
15:17 Magda fica muda.
15:18 Renata pergunta: - Te deixaram na espera?
15:18 Magda responde: - Renata, aconteceu o que eu temia! Já estão trocando os funcionários por máquinas, agora quem faz TED é da marca ARNO!
Eu estou lendo 1984, acredito que isso me ajuda a viajar na idéia de substituição, conspiração, hipnose... Recomendo, e muito!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
domingo, 2 de dezembro de 2007
Sobre o valente que usava meias de Mickey Mouse
Entre irrequietos pés, que batiam em oposição à lentidão da fila, revelou-se um grande corajoso, com aproximadamente um metro e meio de altura e um par de meias do Mickey, de um amarelo que não passava despercebido.
Alheio àquelas vontades de apressar o ritmo, e sem relógio para olhar de dez em dez segundos, ele preferiu usar seus doces olhos cor de primavera para observar os outros, sua coragem fazia com que encarasse a qualquer um com a mesma pureza.
domingo, 25 de novembro de 2007
Não posso cortar os cabelos mãe
Toc-toc (uma paradinha para pensar)
O que levaria esse passarinho a vir aqui todo dia? Eu já coloquei comida e ele não come, pelo contrário, traz frutas aqui para a minha janela e fica um bom tempo olhando o próprio reflexo no vidro, vira para um lado, vira para outro, quase pisca...
Quase pisca!!! Mas então ele ta apaixonado!!! (Faz de conta que passarinhos apaixonados piscam, imitando um antigo comportamento humano.)
Não Nana! É só uma imagem, não é uma “tica-tica”!
Não faz como os humanos que piscam de mentirinha e se apaixonam por imagens, ou por comportamentos espelhados. Que graça tem beijar esse vidro? Saber os movimentos exatos do amado? Que graça tem ser sempre igual e totalmente previsível?
Será que Nana já sofreu muito nessa vida e agora deseja dominar a situação? Será que Nana é narcisista? Bom eu só coloquei esse nome nele, pois achava que ele tinha se apaixonado por ele mesmo, mas agora acho que ele é só mais um perdido, procurando migalhas de amor, qualquer fantasiosa migalhinha que traga um pouco de tranqüilidade. Faz de conta que o amor é assim.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Momento cultural
“L. Frank Baum, autor do livro O Mágico de Oz, era um jornalista do Meio-Oeste americano. Quando decidiu escrever a história para crianças, ele fez os personagens representarem os protagonistas da maior batalha política da época. Embora os comentaristas modernos do livro divirjam, um pouco sobre a interpretação dada a cada personagem, não restam dúvidas do fato de que a história destaca o debate sobre política monetária. Eis como o historiador econômico Hugh Rockoff interpreta a história, na edição de agosto de 1990 do Journal of Political Economy:
Dorothy: Tradicionais valores americanos
Totó: Partido proibicionista, também conhecido como partido que prega a abstinência do álcool
Espantalho: Fazendeiros
Homem de Lata: Trabalhadores da indústria
Leão Covarde: William Jennings Bryan
Munchkins: Cidadãos do Leste
Bruxa Malvada do Leste: Grover Cleveland
Bruxa Malvada do Oeste: William McKinley
Mágico: Marcus Alonzo Hanna, presidente do Partido Republicano
Oz: Abreviatura de onça de ouro (medida de peso de ouro)
Estrada de Tijolos Amarelos: Padrão Ouro
No final da história de Baum, Dorothy consegue encontrar o caminho de casa, mas não só seguindo a estrada de tijolos amarelos. Após uma jornada longa e perigosa, Dorothy percebe que o Mágico é incapaz de ajudar a ela e a seus amigos. Em vez disso, a menina finalmente descobre o poder mágico de seus sapatinhos de prata (quando o livro foi transformado em filme, em 1939, os sapatinhos passaram de prata para rubi. Os cineastas de Hollywood estavam mais interessados em exibir a nova tecnologia do Technicolor do que em contar uma história sobre a política monetária do século XIX).”
Não, eu não li o Journal of Political Economy, mas li Introdução à Economia, de N. Gregory Mankiw, foi de lá que tirei esse texto :D
terça-feira, 20 de novembro de 2007
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Abre essa gaiola vizinha, por favor?!
É choro de passarinho que se banha em potinho de plástico com água da torneira, enquanto vê os outros nas poças e no banho de chuva.
Abre? Por favor!!! Porque passarinho assim só canta alto para pedir ajuda, para pedir socorro, para pedir licença de comer fruta no pé, melhor que esse alpiste do supermercado, licença para fazer amigos, esses sonhados amigos livres, licença para voar alto, licença para viver.
domingo, 4 de novembro de 2007
Um dia
Rasgará-se essa calça velha
Farei curso de pintura
Terei cabelo na cintura
Abrirei um boteco
Livro-me de tanto cacareco
Vou à lua
Caio na tua
Morro de rir
Não vejo mais ninguém partir
Coloco piercing no umbigo
Serei vizinha do meu melhor amigo
Terei um jeep
Ainda viro hippie
Me formarei
Me casarei
Será por amor
Minha casa terá quintal com flor
Serei poliglota
E ainda mais idiota
sábado, 3 de novembro de 2007
Dicas para quem gostaria de fazer bolinhas de sabão
Detergente de louça é melhor.
Não faça em dia de muito vento.
Não se irrite e assopre com força, pois assim não vai mesmo.
Não faça deitado.
Tampe o recipiente onde diluiu o sabão.
Parece tão simples né? Mas eu conseguir fazer só umas quatro hoje, um dia pós-finados, ou seja, a lendária ventania estourava todas. Consegui beber sabão em pó Ace, que escorreu pelo canudinho (enquanto a suuuuper disposta tentava obter êxito deitada) e não recomendo, pois o gosto não é muito agradável e mesmo depois de cinco cuspidas ainda se sente o saborzinho. E para piorar, ao fim da brincadeira, percebi que meu copo com água e sabão tinha virado cemitério de marimbondo, tadicos :(
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
O barulho e o silêncio das mudanças
É então que o vento passa, a gente respira fundo, abre um olho, depois o outro, um silêncio fica no ar, é a poeira tomando assento, calada como só, nos encorajando, bem de mansinho por meio da calmaria, a continuar andando.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Uma coisa bonita que eu to lendo
Carlos Drummond de Andrade, em uma crônica falando a respeito da música A Banda, do Chico.
domingo, 28 de outubro de 2007
Elogie mais, critique menos
É tão fácil toda essa crítica sobre quem não teve as mesmas oportunidades.
De longe tudo é tão solucionável.
O meu aplauso vai para toda pessoa que não teve nada que o induzisse a ser “uma pessoa legal” e assim se fez por uma vontade própria e despretensiosa.
A minha admiração vai para todos esses que arrancam atenção sem nem saber que assim fazem.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Acerca dos buracos
Será que buracos estão de cabeça para baixo?
E quando brincam de esconder, eles não se abaixam como nós, eles se levantam!
Será que a gente está de cabeça para baixo?
Sim! Acredito que a maioria de nós está de cabeça para baixo e nem desconfia.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Momentos inesquecíveis da minha infância
O ano devia ser 1985, a mãe tinha me matriculado em um prézinho, mais ou menos perto da minha casa. Meus objetivos na referida instituição eram o lazer e a arte, o que consistia em passar as tardes brincando de “Caverna do Dragão” e pintando lindas aquarelas que foram para o lixo.
A vaidade não me acompanhava em nenhum momento da minha infância, dessa forma, não faço nem idéia de como fui parar em um concurso de “Miss Prézinho Menino Jesus”.
Das minhas concorrentes não lembro, mas eu era a típica figura que entra para perder e se tornar a chacota geral. As perninhas eram tão finas que parecia que um joelho batia no outro quando eu andava, isso não ajudava em uma postura elegante, era alta demais, o que ajudava no desengonçamento (isso se prolonga até os dias de hoje) e morria de vergonha dessas coisas, para piorar minha situação me conseguiram um rapazote para me conduzir que era mais baixo que eu. A mãe me vestiu de marinheira na semifinal e levou a Mônica, minha irmã e a Duda, minha prima (as mesmas do episódio da Conga) para ajudar na torcida, reparem na empolgação delas, somente delas...
Depois de um belíssimo desfile (reparem)...
Não sei se por um milagre ou por compadecimento dos jurados fui coroada, enfaixada, sei lá, Miss... Simpatia!
Agradecimentos a minha mãe, uma mulher inovadora, reparem no meu modelito. Lá no fundo está a menina que me passou a faixa, vestida de prenda, jurando que era uma princesa e eu ali à frente, de microvestido branco, sapatinho vermelho e cabelo Chanel. A postura é algo que nem precisa ser comentado.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Um esclarecimento
Hoje li (via msn, coisa triste) que eu o teria para me exibir.
Foi bem ruim sabem?! Um pouco por ter vindo de uma pessoa muito querida para mim e outro porque essa pessoa escreve muito bem, tem até um blog, pena que não é público, mas acredito que um dia será e quando assim for estará na minha lista de favoritos.
Com raiva do que lia acabei escrevendo demais, me excedi, fui grossa, mas agora, um tempinho passado, percebi que teve seu lado bom, foi uma boa crítica vinda de um bom escritor que não deve gostar das minhas bobagens, nem deve entender o que elas querem dizer, já me desculpei.
Percebi que formei a imagem de uma pessoa “exibidinha” e logo para quem eu tentei agradar tanto, fiz até uma série de historinhas aqui no blog.
Agora fiquei bem perdida, não sei mais o que escrever, eram só as bobagens da minha cabeça por umas vezes, sentimentos do fundinho do coração por outras, confesso que fiquei pensando em encerrar a conta.
Dica: Quem não gosta do que tem escrito aqui não precisa ler.
Deu briga aqui em casa
(O que teria feito um inocente ursinho de madeira?)
(Soraia, a figurante girafinha amarela, é o ponto alto da foto, achando que era o centro das atenções e fazendo cara de inocente)
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS! :)
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Campanha
Participem!!! Vale pista, dica, sugestão...
Leiam os comentários que ele já deixou, a tarefa é quase impossível. Contamos com a ajuda de todos, principalmente do próprio Horácio.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
domingo, 7 de outubro de 2007
To preocupada (2)
Hoje em dia as variedades do maldito microrganismo estão bem controladas.
Ta bem... Isso para quem estuda a vida humana né?! Porque para quem estuda a vida cibernética o maldito ta tomando mais Nescau que nunca!!!
Socorrooo! Tem um Cavalo de Tróia aqui!!!
To preocupada
(Será que é T.O.C.?)
sábado, 6 de outubro de 2007
Ah Rita!
Não passem o dia digitando, abracem. Desliguem microfones e fones e sussurrem no ouvido.
Pelo que lembro que aprendi em física, se essa superfície do monitor não for um espelho plano poderá desviar os raios, o que será dos olhares? Para onde serão desviados?
“Mundo quadrado
Este teu monitor é o quadrado mundo que impede o navegante de ir além-mar. Fosse redondo eu poderia entrelaçar os meus dedos nos teus ou, quem sabe, buscar o horizonte onde divisam teus olhos. Mas nem os olhos me fariam alcançar, pois como as vidas, escondidas, que amanhecem e entardecem além do olhar, um abraço não se enxerga e sonhos um olhar não conta. Ao mundo que ultrapassa o além-mar dos teus olhos:abraçar é preciso.”
Rita Apoena
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
“É melhor ter dez ouvidos e só uma boca!”
Eu prefiro ter dez olhos!
Esses dois pretinhos que já tenho me caracterizam, me proporcionam momentos de hipnose. Foram eles que fotografaram as minhas lembranças, eles que entregaram a minha tristeza, foi por eles que escapou meu sentimento.
Comprei minha camerazinha, foi um presente para os olhos, eles queriam explicar aos outros o que tanto me dispersa. Agora vou ativar minha conta no flickr, ela já existia, mas só para comentários.
domingo, 30 de setembro de 2007
Hoje queria escrever
Que dorzinha bem enjoada, que até me acorda na madrugada. Que livro que não termina, pobre sina! (E agora, resolvi fazer rima???).
Queria ter visto algum filme, ter andado de bicicleta, ter recebido mensagem no celular...Não deu!
Mas meu domingão não foi de todo ruim não, bem pelo contrário. Embora tenho começado pelo suave e agradável barulhinho despertador da britadeira, opa, digo, batedeira da mãe, a seqüência dele foi bem boa.
Teve leitura deitada na grama, acompanhada de Joãozinho Chimbico, teve almoço com a família reunida, teve eu pedindo explicações do paradeiro do meu copo da vaquinha (sim eu tenho um copo de vaquinha e quase trinta anos e daí?), teve uma gigantesca guerra embaixo da mesa, Chimbico X Cada dedo do pé, de cada pé, de cada pessoa que estava sentada à mesa, lógico que ele saiu vencedor correndo com todo mundo. Teve briga pelo pinguinho de gordura na toalha recém tirada da gaveta, teve carinho da mãe na hora que me escabelava contando quantas páginas ainda faltavam (e faltam) para eu ler, teve banho de princesa por prolongados 58 minutos, sendo os últimos 10 destes acompanhados bem de perto pela mãe que gritava do outro lado da porta do banheiro a seguinte pergunta: “E aí Magda, tu fez algum convênio com a companhia de saneamento?”. Também rolaram ameaças de chamar os bombeiros para arrombar a porta.
Coisa boa família, o aconchego da casa da gente, coisa boa!
Acabei escrevendo, agora vou voltar a ler e me escabelar...
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Conversas de Magda e Renata
- Ai que droga, esqueci de passar creme no rosto, deixa ver se não tem nada aqui nessa minha bolsa.
Blum, soc, crash, scabam, bzzziiii (muita coisa na bolsa).
Magda diz:
- Só tem um tal de “luvas de silicone”.
Renata diz:
- Mas isso é para as mãos, sabe como é né?! A pele do rosto é mais sensível...
.
.
.
Magda (lendo a embalagem) diz:
- Ta, mas tu achas que eu corro o risco de que nasçam uns dedos no meio da minha cara?
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Vende-se: Máscara de durona
(para não chorar)
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Enquanto não inventam a máquina de tele-transporte
Com um cigarrinho na mão o estado “totalmente por fora do assunto” fica bem disfarçado. A gente ocupa o tempo mirando onde jogar a fumaça, opa, cuidado com a brasa, hum, não posso jogar cinza aqui...
Já repararam como uma pessoa sozinha em um bar, porém, com um cigarro na mão, parece totalmente integrada no ambiente?
Eu reparei. Não sei se porque eu destoava do meio jogando sinuca no celular (sem saber as regras e me matando de rir da pontuação negativa).
Também que o cigarro socializa a pessoa em outros aspectos né?! Sempre tem um para vir pedir fogo e tal.
Segundo um amiguinho de balcão de boteco o cigarro é essencial na noite, ele disse que antes de fumar ele ia para festas e ficava igual a uma curva de rio. Olhei com aquela “carinha de ué” (a mesma que vocês devem ter feito) e ele respondeu no mesmo segundo. “Curva de rio: Tudo que é entulho pára na volta!” hahahaha.
Tá bem, tá bem! É mentirinha. Não vou fumar nada. Vou continuar mandando mensagem de madrugada para o pessoal e aprendendo os joguinhos do meu celular (desculpa a hora Ferda?).
sábado, 22 de setembro de 2007
Poooo
Muitississississimo obrigado mesmo! Aos que comentam (em especial), aos que só dão uma olhadinha rápida, aos que se deram ao trabalho de ler tudo (em especialíssimo), enfim, a todos, foi um estímulo pra eu melhorar.
Agradeço novamente, porque vocês não sabem o quanto me faz bem!
Uma vez escrevi uma cartinha de dia do amigo, era meu presente para meu melhor amigo. Na minha condição, de manteiga derretida que sou, escrevi aos prantos e na parte que o soluço foi mais intenso eu escrevi mais ou menos assim:
“Fica sabendo que a tarefa de te ter assim, pertinho de mim, não é fácil, pois pensando em tudo que tu és, nem acredito que minha companhia seja tão boa assim, pensar nisso me faz crescer, me ajuda na minha baixa estima...”
Vocês também me ajudam muito, de coração! (Hoje to fortona, nem chorei! Hehehehe, exibiiiiida!).
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Cavalinho Moderno
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Será que eu compro ou não?
Uma câmera digital, um casaco, que eu nem preciso, aquela calça jeans tão bonita, quase igual à outra que já tenho, esse creme para o cabelo, esse anel, aquele brinco, essa blusa que talvez eu nunca use, esse vestido curto que vai ficar na gaveta, esse sapatinho...
Comprar não é uma terapia para mim, muitas vezes quando eu chego em casa, com compras, me dá vontade de chorar, porque sei que só ocultei problemas bem maiores. Assim eu vou mascarando as tristezas de um tempo que passou em branco, sentada aqui, trabalhando e olhando uma janela que mostra os confins do nada.
Ai como eu queria ser aquele cachorro! Correndo na chuva com um amigo. Será que é um amigo ou um amor? Será que eles estão perdidos ou sabem muito bem o que estão fazendo?
Eu não sei o que to fazendo!
Perdi meu tempo, deixei de correr na chuva, deixei de fazer publicidade, deixei de trabalhar com o que eu gosto, deixei de viajar, deixei a mãe em casa naquela noite de temporal e sai com que nem ligava para mim, deixei de fazer por mim e fiz pelos outros e olha ai, que beleza!
Hoje chorei no chuveiro pensando em tudo que eu quis e abri mão e também em tudo aquilo que eu corri atrás, sem me importar com o quão ridículo parecesse, e mesmo assim perdi.
Não trocaria por nada nessa vida um melhor amigo, um amor, uma horinha de conversa. Repetindo, como queria ser aquele cachorro!
Será que meus sonhos vão ficar só em sonhos mesmo?
Pro pessoal que prefere meu lado humorístico peço desculpas, acredito que é só um tempo ruim, logo passa.
domingo, 16 de setembro de 2007
150 bolinhas azuis
Uuuuufaaaaaa! Não é nada fácil pintar 150 bolinhas azuis, minúsculas, em dia úmido, para quem tem tendinite, bursite, renite, sinusite... Opa! Me empolguei.
Quase que minha tarde se resumiu nisso. Ainda bem que meu timão salvou derrotando o Inter (cué).
Adentrei o colégio São José vestindo uma linda camiseta com outra bolinha azul, a do Grêmio, sim ela é uma lindura mais lindezuda que existe (por que será que essas palavras ficaram sublinhadas de vermelho aqui no Word? Relevemos). Cheguei mais perdida que bala na Rocinha, segundo o populíssimo ditado, meu mesmo, que quase ninguém profere (relevemos novamente). Eu não sabia a sala, não sabia onde se procurava e ainda estava atordoada (depois de levar um não bem redondo no meio da cara) falando no celular (relevemos pela terceira vez).
Depois de estranhar um gabarito com duas opções, certo e errado, comecei a responder às intermináveis 150 questões do concurso do Banco do Brasil, a sim, ia esquecendo, nesse momento eu já sabia que as respostas só poderiam ser com caneta preta. E ai?! Pensaram no porquê do título? Sim! Fudeu! (Desculpa mãe?!) Eu só tinha caneta azul, uma amiga tentou me emprestar uma preta. Incrível né? Encontrar uma amiga, na minha sala e com duas canetas pretas. Pena que uma delas estava falhando e a amiga pediu a que tinha me emprestado de volta (cué para mim agora). Foi então que resolvi perguntar em voz alta se podia ser caneta azul, já que muita gente tinha vááááááárias canetas pretas dando sopa em cima da mesa (que gente paranóica) e me veio a palavra solidariedade na cabeça. A fiscal só disse que era para ser como estava na folha de respostas (estava escrito CANETA PRETA em fonte 72 eu acho). Nesse momento ouvi um barulhinho bem sutil, eram meus colegas de sala escondendo as canetas pretas que tinham de sobra e uma luzinha piscando na cabeça de cada um. Ela ascendia e apagava um letreiro que dizia assim: Um candidato a menos! Um candidato a menos!
Apertei bem os olhos fazendo cara de mau e mentalmente coloquei a língua para todos (relevemos pela quarta vez).
O relógio correndo, o jogo quase começando, eu ali pensando o que vem depois do “venha a nós o vosso reino”?, tudo calmo e sereno aparentemente, eu marcando quase a centésima quadragésima bolinha da folha de respostas, depois de ter colocado três no lugar errado, foi então que em meio aquele silêncio todo escuto uma pessoa na rua falar assim: “Que droga que uma errada anulava uma certa né?”
O quêêêêêê???????????????
Puta que pariu! (Desculpa de novo mãe?!)
Pois é! Óbvio que eu devo ter feito MENOS 150 pontos, quase perdi de ver o jogo, quase perdi de ver meu filme que tinha que entregar hoje, quase morri de dor nas pernas sentada em uma cadeira da terceira série (eu tenho 1,71 m) e tudo isso para quê?
Para eu aprender que no próximo concurso ou eu vou com uma camiseta escrito “no próximo eu estudo”, ou eu leio o edital, estudo e compro uma caixa de caneta preta e fico tão paranóica quanto meus concorrentes.
Texto escrito ouvindo todo o CD da Vanessa da Mata (que estou gravando para um amigo) e aumentando o som na faixa 9, História de uma gata (mas acho que isso não interessa para ninguém).
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Para não esquecermos esses nomes
Apenas dez senadores confirmaram o voto a favor de Calheiros. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que se absteve da votação. Outros 23 parlamentares não abriram o voto e nove não foram encontrados.
Confira como votaram os senadores:
Cassação
Adelmir Santana (Democratas-DF)
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Augusto Botelho (PT-RR)
César Borges (Democratas-BA)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Demóstenes Torres (Democratas-GO)
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Efraim Morais (Democratas-PB)
Eliseu Resende (Democratas-MG)
Flávio Arns (PT-PR)
Flexa Ribeiro (PSDB - PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gerson Camata (PMDB-ES)
Heráclito Fortes (Democratas-PI)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Jayme Campos (Democratas-MT)
Jonas Pinheiro (Democratas-MT)
José Agripino (Democratas-RN)
José Nery (Psol-PA)
Kátia Abreu (Democratas-TO)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Mão Santa (PMDB-PI)
Marco Maciel (Democratas-PE)
Mário Couto (PSDB-PA)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Osmar Dias (PDT-PR)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Paulo Paim (PT-RS)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Raimundo Colombo (Democratas-SC)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Romeu Tuma (Democratas-SP)
Rosalba Ciarlini (Democratas-RN)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Absolvição
Almeida Lima (PMDB-SE)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Euclydes Mello (PTB-AL)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Gim Argello (PTB-DF)
João Tenório (PSDB-AL)
José Maranhão (PMDB-PB)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG)
Abstenção
Aloizio Mercadante (PT-SP)
Não abriu o voto
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Delcidio Amaral (PT-MS)
Edison Lobão (Democratas-MA)
Fátima Cleide (PT-RO)
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
João Durval (PDT-BA)
João Pedro (PT-AM)
João Ribeiro (PR-TO)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
José Sarney (PMDB-AP)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Maria do Carmo Alves (Democratas-SE)
Neuto De Conto (PMDB-SC)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Roseana Sarney (PMDB-MA)
Sibá Machado (PT-AC)
Tião Viana (PT-AC)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Valter Pereira (PMDB-MS)
Não foi encontrado
Antonio Carlos Júnior (Democratas-BA)
Expedito Júnior (PR-RO)
Jefferson Peres (PDT-AM)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Patrícia Saboya (PSB-CE)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Serys Slhessarenko (PT-MT)
(ctrl c + ctrl v da página do Terra)
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Conversas de Magda e Renata
-Ai, acho que minha calculadora morreu, e logo hoje que tenho prova! Mas também coitadinha já tinha 65 anos podia se aposentar né, se bem que aposentar e morrer tem uma diferença.
Renata diz:
-Será que ela morreu?
Magda diz:
-Parece que sim. Ela já tinha sofrido um AVC no início desse semestre, eu já esperava por isso, eu tava preparada.
Renata diz:
-E quantos anos de vida de calculadora equivalem a um ano de vida de gente?
Magda diz:
-Putz! Eu só sei essa conta se for em “anos de cachorro”.
...
Silêncio
...
(Magda volta aos estudos)
...
Silêncio
...
Magda diz:
-Mas acho que não dá para fazer essa conta com calculadoras, porque elas ressuscitam, é só colocar pilha.
Magda não tem nenhum poder de concentração!
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Na sacola da papelaria
(ela tem uns 11 cm X 15 cm, não sei se alguém se interessou pelo tamanho, mas eu tenho mania de imaginar as coisas e olhando a foto ia achar que ela é um caderno)
Já faz um tempo que eu queria, para anotar coisas que a gente escuta e depois não quer esquecer tipo o nome de um filme, uma música, uma frase de pára-choque de caminhão hehehe...
Agora vou andar sempre com ela e assim que minhas emaranhadas idéias formarem alguma coisa legal eu coloco aqui, tá? No futuro vou comprar uma caixa de lápis de cor (isso já está anotado na caderneta) para colocar desenhos mais colorido aqui, hoje eu esqueci (será que to desenvolvendo mal de Alzheimer? Anotando coisas para não esquecer e esquecendo coisas que eu queria tanto.Psssss!).
Também comprei esse lápis que vem com uma cabeça de palhacinho, mas pensando em toda a troça e zombaria que passaria na FURG resolvi dar de presente para minha sobrinha.
A fábula do Tamanduá Ramon e da Formiga Sílvia (parte 3)
Sílvia arrependeu-se de seu medo e sua TPM constante, fez terapia na frente do espelho, investiu trocados na aparência, até comprou um lacinho para por no cabelo e assim chamar a atenção de Ramon novamente. Respirou fundo e foi à procura de quem fazia seu coração bater descompassado (vem cá Magda, o que tu anda lendo?).
Foi então que em um dia trágico e fatídico (punk mesmo), Ramon, que caminhava freneticamente e sem olhar para baixo, em um de seus passos esmagou Sílvia.
Fim
domingo, 9 de setembro de 2007
Sabiam que sorte gasta?
Tem pessoas que sabem ganhar a gente, com perguntas simples e com histórias inéditas, tipo a lenda da sorte. Sabiam que sorte gasta? Ele me ensinou que se a gente compra um salgadinho e ele vem com duas figurinhas foi uma sorte, e pode fazer com que não se ganhe na mega-sena, pois se gastou a sorte (hehehe). Já achei tanto trevo de quatro folhas e distribui para as pessoas que gosto que imagino nunca ganhar na mega-sena :/
Ganhou-me com frases assim:
Bom amigo diz:
Por que as gurias são chatas?
Magda diz:
Opa, desculpa
Bom amigo diz:
Não, eu não quis dizer que tu é chata
Bom amigo diz:
Tu é abobada, mas um abobado legal
Magda diz:
É que meninas vêm do mundo das meninas e eu venho do mundo da lua
(abrindo parênteses para esclarecer que sou heterossexual)
Não quero ser diferente, nem quero ser igual, só tenho certeza que quero continuar sendo eu para ganhar bons amigos assim e guardar todos no vidrinho para sempre ter boas conversas.
Hoje olhei para baixo e achei outro trevo, lá se foi meu jogo do bicho dessa semana, mas depois de nossa conversa conclui que seria melhor olhar para baixo e continuar achando trevos do que andar sempre de nariz empinado (e olha que o meu já é), cair no mundo das meninas e perder os amigos. Seria meu fim.
Tarde Amélia
sábado, 8 de setembro de 2007
Corrigindo uma injustiça
Bonitiiiinho!!!
A Lula e a Baleia
O filme conta um pequeno espaço de tempo pré e pós-separação de um casal de escritores com dois filhos, de uns nove e dezesseis anos acredito eu, não lembro se mencionam as idades em algum trecho.
A separação origina uma confusão para todos, desde as casas onde vão morar, como irão fazer para ir à escola, até um pobre e secundário gato entra como desculpa para que a separação não ocorra. Tudo em vão. A separação acontece e as esquisitices particulares se somam, deixando o filme uma seqüência de coisas inacabadas. O filho mais velho troca a namoradinha por uma possibilidade de coisa melhor que nem se concretiza, o mais novo tem outro tipo de perturbação (hehehe) e os pais, adultos maduros, parecem totalmente perdidos. Em uma cena que o filho mais velho pergunta à mãe por que eles estão se separando ela começa um texto péssimo que no início diz assim “quando nos conhecemos ele era diferente de todos”. Engraçado né? É o que todos querem hoje em dia, uma pessoa diferente e a maioria quer se mostrar diferente também, são todos críticos, são “cult”, mas se todos forem assim serão todos iguais! E será que já não são???
Foi bom assistir, foi quase um divã, me deu um sacode já que ultimamente eu ando meio confusa, confusa não, atrapalhada, também aprendi o significado da palavra filisteu e ouvi Pink Floyd que há um tempinho não escutava.
Vou ali tentar comer alguma coisa já que nos últimos dois dias meu estômago resolveu ser seletivo, acho que to doentinha :/
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Mas deixa... eu fingir e rir
Diz não Enriqueta!
Fala antes que ele vá para tão longe que não escute mais!
Se eu pudesse desenhar mais um quadrinho com certeza seria a Enriqueta descendo do balanço pra brincar com o Fellini. Aposto que ela, sentadinha ali de costas, sentiu um gelinho no coração.
Para mim o gelinho no coração é quando se mistura saudade, arrependimento e falta de qualquer pontinha de esperança. Não gosto, mas sinto. É um calafrio estranho que chega sem mostrar por onde veio, passa rápido, deixa o medo para quem não gostaria que ele voltasse e um chorinho apertado no canto do olho.
Hoje em dia é feio mostrar fraqueza diante dos sentimentos, mas eu não me envergonho não, fingir e rir... não sei!
Ouvindo: Sentimental - Los Hermanos
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Primavera, porta e janela
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Sobre o suspiro
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Se tiver um tempinho
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Acordei pensando em Antoine de Sant-Exupéry
Mais precisamente no capítulo 21 do livro “O Pequeno Príncipe”.
(para quem quiser ler deixo um link: http://home.kc.rr.com/slyon/por/21.html)
A respeito das coisas invisíveis
Então, por um bom tempo, a gente foi assim, andando de mãos dadas sem que a maioria das pessoas conseguisse perceber.
Pena que uma outra coisa invisível dessas, infinitamente pequena perto da que eu carregava pela mão, esbarrou na minha caixinha de vidro, lá eu guardava todos os meus sonhos. E foi sonho correndo para todo lado, pensaram que com o barulho eu tinha me assustado e soltando quem trazia pela mão.
Não corram não, não fujam, ela continua aqui, agora não está mais de mãos como antes, a coitadinha se assustou tanto que eu tive que coloca-la para dormir, agora ela tira um cochilo dentro do meu coração.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Momentos inesquecíveis da minha infância
Em uma bela manhã de sol, lá por meados da década de 80, meu pai quis me fazer um agrado, sabendo de minha paixão por animais ele teve a ilustríssima idéia de me dar um filhote de quero-quero. Bonito gesto né, não fosse o não mencionado furto do referido filhote, isso mesmo, meu pai roubou o filhote de um ninho que havia nos fundos de nosso pátio gigante.
Ao olhar por uma janela dos fundos, em um primeiro instante, eu e a mãe não entendemos o que era aquela figura que se aproximava, parecia o pai, mas andava como se estivesse eu um show de rock, com um braço esticado para o alto, girando um blusão acima da cabeça. Eu pensei que era uma brincadeira de helicóptero ou coisa parecida, mas ao chegar mais perto da casa percebi dois quero-queros escoltando meu pai. Quando ele entrou pela porta da cozinha eu entendi, ele trazia o filhote desse casal de quero-quero embaixo do braço, eu já me apaixonei por aquele bichinho na hora, mas depois de um dia de refém, com o mencionado casal pousado em nossa casa à espreita, fui obrigada a devolvê-lo para sua família.
Até hoje tenho um medinho de quero-quero.
domingo, 19 de agosto de 2007
Aqui não jazo eu!
Do trabalho prefiro não comentar, é muito, mas não sei por quanto tempo, planos enchem minha cabeça e as dúvidas dão uma rasteira na coragem.
Aproveitando a notícia de meu não-falecimento gostaria também de pedir desculpas para todos que não ando dando atenção ou, pior ainda, aos que tem que agüentar meu mau-humor, anda muito difícil e olhem que to quase no meu paraíso astral, deus me salve do inferno hahahahahaha
Boa semaninha pra todos!
domingo, 12 de agosto de 2007
Hoje foi um grandississississimo dia
(A minha reza dessa noite vai ser só de agradecimentos)
sábado, 11 de agosto de 2007
Hoje comprei um tênis
Uma amiga olhou e disse:
-Pó é a tua cara!
Desde então to me sentindo estranha.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Tlim-tlom...Olha, uma mensagem no meu celular...
Então a boa surpresa:
“Cheguei no trab e pus Morena dos Olhos D’água p ouvir. Tem coisas sem preço. Muito bom sair de casa de manhã cantando e contigo. T amo! (Mônica)”
Maniiiiinha! Meu morecão, eu só tenho a agradecer a companhia e até vou colocar a música aqui para aprender a cantar direitinho e não errar toda hora hehehehe.
Morena dos olhos d’água
Chico Buarque
Morena dos olhos d'água
Tira os seus olhos do mar
Vem ver que a vida ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra lhe dar
Descansa em meu pobre peito
Que jamais enfrenta o mar
Mas que tem abraço estreito, morena
Com jeito de lhe agradar
Vem ouvir lindas histórias
Que por seu amor sonhei
Vem saber quantas vitórias, morena
Por mares que só eu sei
O seu homem foi-se embora
Prometendo voltar já
Mas as ondas não tem hora, morena
De partir ou de voltar
Passa a vela e vai-se embora
Passa o tempo e vai também
Mas meu canto ainda lhe implora, morena
Agora, morena, vem
(Agradecimentos a Brasil Telecom que caiu a manhã inteira e eu não consegui postar na hora que recebi a mensagem).
Mais concentrada que suco de frutas
Não consigo mais desgrudar dele e com passos lentos, devido à falta de tempo, vou lendo esse livro que segundo meu professor é uma leitura obrigatória para qualquer ser humano. Relembrar um passado já estudado, mas agora com requinte de detalhes, e fazer uma comparação com os dias atuais tá me deixando revoltada e à procura da minha velha maracugina.
Recomendo. Não sejam alienados (não querendo ofender ninguém), mas não aceitem informações de uma mídia comprada que tenta passar a idéia de um país feliz. O povo já não tem mais como mostrar forças nem como lutar, como no caso da venda da Vale do Rio Doce, alguém foi consultado? Divulgaram que “vendemos” nosso subsolo, assim como aconteceu nessa mesma América Latina nos tempos de colonização, quando todo ouro e prata nos foram roubados? O valor foi subestimado e o lucro anda não se sabe com quem, já o prejuízo, por ter “dado” a maior exportadora mundial de minério de ferro, esse sim, ficou com a gente, os anos mostrarão isso.
Ai preciso voltar ao trabalho, vou até fazer um chazinho de cidreira...
terça-feira, 31 de julho de 2007
domingo, 29 de julho de 2007
Sobre a autenticidade
sábado, 28 de julho de 2007
Bonecas Russas
Esse é um trecho da conversa de Xavier e Isabelle e esse filme é uma continuação de “Albergue espanhol”. Os dois são muito bons, mostram coisas realmente possíveis de acontecer, sem o sensacionalismo das coincidências amorosas, sem histórias de milionários com fortunas que nem existem de verdade, sem alienígenas, sem explosões, nem tiros, sem gritaria, sem sangue, nada que impressione visualmente, a não ser a beleza das paisagens nas cenas gravadas nas ruas da Espanha, França, Rússia e Inglaterra.
Fica ai a minha dica pra essas noites de tanto frio, garanto que vale muito a pena assistir a essas duas histórias de amizade, amor, trapalhadas, encontros e desencontros, tudo com pessoas comuns, como a gente, da para se imaginar no filme e garanto que algum personagem vai lembrar um bom amigo.
Se alguém descobrir uma continuação desses filmes, por favor, me diga o nome, porque eles têm nomes completamente diferentes, como deu para ver.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Perereca voadora
Para realizar seu sonho me contratou como fotógrafa (com uma câmera de 0,05 Megapixels) para registrar seu momento Matrix (tentei girar o copo e fazer varias posições, mas descobri que além de 0,05 Megapixels a referida câmera também possui só 0,05 Kb de memória).
OBS: No momento estou tentando fazer um “consórcio” de uma câmera, munida de cartão de crédito da mãe (pssss) e vários endereços de páginas milagrosamente barateiras, seja o que Deus quiser! Assim que seu novo material de divulgação estiver pronto eu o tornarei público aos que se interessarem (mas imagino que não é muita gente que se interessa pelo book fotográfico de um aparelho entalado em um copo de requeijão).
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Aventure-se no supermercado Nacional
A aventura começa na entrada, quando a simples tentativa de pegar um carrinho pode se tornar uma cena de luta livre. Tudo bem – pensei - um cestinho pode ser melhor mesmo, deixa essa gente se matando ai.
Então entrei! Orgulhosa de meu cesto com resto de beterraba, mas que me deixava mais ágil em meio aqueles corredores que lembravam aquele brinquedo auto-choque.
Opa! Desculpa? Com licença?! Com licença?? Com licençaaaa??? (Será que ela é surda?) Melhor fazer a volta no corredor! Ué! Trocaram os salgadinhos de lugar? Moço onde estão os salgadinhos? Na fiambreria. Respondeu-me o atendente. Na fiambreria? (não entendi). Nesse minuto imagino que ele também achou que eu era surda. Bom, vou lá na fiambreria então né... Que estranho, que portinha mais estreita, tá, mas é aqui a fiambreria, sempre foi aqui! Mas, por que tem uma porta pra entrar na fiambreria? Como passa um carrinho aqui? Opa, opa, opaaaa, e essa mulher de branco aqui do meu lado??? Uma fila com umas 15 pessoas começa a rir da minha cara porque eu me encontrava pelo lado de dentro da fiambreria.
Suuuuuper disfarçadamente eu vou saindo de ré na ponta dos pés com o rosto de uma cor assim, como poderia dizer, vermelho tomate sabe?
Queria alguma coisa moça? Tem que entrar na fila! Assim me falava a tal de branco e eu me fiz de surda e louca e sai a passo. Ai meu Deus, que mico! Será que tinha algum conhecido naquela fila?
Vou comprar outra coisa pra comer... Hum... Ali, achei, salgadinhos cheios de conservantes, vai isso mesmo... Socorro! Meu Deus, que manada é essa vindo em minha direção e correndo atrás de uma zorra cheia de caixas de leite?
PROMOÇAÕ, LEITE R$ 1,85.
Não, não, nãããão, eu tenho que passar aqui, se eu fizer a volta vou passar lá na fiambreria de novo. Com licença?! Licença?! Só um pouquinho! Licença?
Moça, tu vais levar essa caixa ai que tu tá segurando? Perguntou-me uma senhora.
Não, eu não tô segurando, só tô me equilibrando e não vou levar. Respondi.
ENTÃO SAI DAÍ PORQUE EU QUERO ESSA CAIXA! Falou-me a delicada senhora.
Quando consegui o pacote de salgadinho me agarrei como se fosse a última coisa que ia comer na vida, fui comprando mais umas coisinhas, sempre tentando desviar da fiambreria, mas todo mundo que passava por mim e meio abria um sorriso eu pensava “esse tava na fila”.
Falando em fila... Que filas são essas? Pô! Vou ficar uns 30 minutos aqui no caixa, que droga! Ah mas tudo bem, coitada daquela ali ó, com o sapato machucando, eu pelo menos tô de tênis né!
...
...
Tchananam...
...
Melhor trocar o cestinho de mão, sabe né, em 15 minutos um quilo se transforma em 5 quilos? É uma mágica! A moça do sapato machucando me olhava com cara de “coitada, eu pelo menos tô com carrinho, não preciso ficar segurando um cesto uns 30 minutos”.
...
Fiufiufiu, trululu.
...
Pára de me olhar desgraçada, te concentra nesse teu sapato mega moderno e desconfortável!
Ai meu Deus tô perdendo minha paciência!
PESSOAL ESTRAGOU O CAIXA, PEÇO QUE VOCÊS SE DIRIJAM AO CAIXA AO LADO! Adivinha quem gritou isso? Meu caixa, lógico!
Se alguém furar minha frente eu furo os olhos, tô avisando aos que conseguem ler pensamentos hein!
- Encontrou tudo que procurava? Perguntou meu novo caixa.
- É, sei lá, deu vontade de levar um chazinho de cidreira, será que tem como?
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Para mim nada é mais anos 80 do que...
Passei uma hora e trinta e sete minutos procurando uma foto do liquidificador na internet e só achei essa pequenina, acho que ele só foi um grande e inesquecível liquidificador para mim, coitadico!
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Vou guardar aqui
Já quis ser arqueóloga, cientista, professora de educação física, caminhoneira, ninja, detetive, Changeman, já quis ser passarinho, fotógrafa, jornalista, desenhista, virar mendiga...Iiiii, tanta coisa e uma mais diferente da outra. Não fui a maioria das coisas que gostaria, mas isso me faz ter uma certa obrigação de agradecimento, já que em relação a alguns planos foi sorte que não consegui! Hehehe. Hoje eu to ai né, “não sei onde eu to indo mas sei que eu to no meu caminho”, continuo com alguns planos estranhos e sonhos pro resto da vida ou temporários (algumas vezes esses incríveis sonhos fabulosos duram, ham, hum, é... um minuto! Hehehe). Não entendo muita coisa, tipo: Comportamento alheio. Seria eu um ET? Uma pessoa vinda lá do país dos confusos? Sei lá! Tudo é tão normal pra maioria né e pra mim tão estranho, provavelmente eu que to errada! Mas... Nem to! Não vou mudar meu estranho jeito de levar na cabeça, nem deixar de acreditar que existe gente que vale a pena sim, minha família e meus amigos são uma prova disso!
"Só quero ficar na memória de alguém , como outro alguém que era do bem!"
Aaaaaaaaaa... Já quis mais uma coisinha... Por uma letra de música aqui ou um poema, que me explicasse, mas não achei nada e to quase entrando em crise de pensar que não sou inspiração pra ninguém! Hahahahahahahahahaha
PS:A minha cara de atacada é só uma péssima mania de enrugar a testa, mas eu não mordo não, e a minha espontaneidade é que me faz sair com as minhas brincadeiras até pra pessoas que eu conheço há cinco minutos... Desculpa?! :) hehehehe
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Tô com uma vontade de viajar
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Ai ai
Como eu tô feliz da vida! Tô de férias, podendo ler meu livrinho, fazer as mantinhas que já me referi. Hoje finalmente apareceu o sol aqui nos pampas e isso só alargou mais o meu sorriso e esquentou meus friolentos pés. O gripão que me abateu já tá indo embora e arrumei um jeito muito cheiroso de esquentar meu nariz.
Tem épocas que as coisas da vida da gente parecem que se acertam mais facilmente, ou será que uma borboleta traz todo o colorido e a boa sorte que faltava?
Pra ti mesmo...
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Mau-gosto?
Não gosto desses conceitos prontos de o que combina, etiqueta, o que usar, o que é certo... O que é certo? Rá, ora francamente! Agora alguém inventou um jeito de como se portar e vestir e todo mundo tem que ser igual?
Acredito que existem regras básicas, como a educação, para um bom convívio, mas me diga ai: É educado gastar o tempo reparando nos outros? Eu acredito que não e acredito também que ser mais um soldadinho em meio a uma multidão de iguais não é um bom jeito de ser feliz, policiando as atitudes e o guarda-roupa, gastando um tempão para se moldar, para os outros.
Gosto de gente que fala frases próprias, que tem um gosto característico, gente que tem o sorriso largo, a gargalhada espontânea, o guarda-roupas colorido, a educação de pedir licença e dar bom dia, não porque isso está nas regras de etiqueta, mas sim porque é educado, só isso, simples assim.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Lá ia eu
Carne e Osso
Zélia Duncan
Composição: Moska e Zélia Duncan
A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu
E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano
Pois Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Numa simples olhadinha para cima
terça-feira, 3 de julho de 2007
Momentos inesquecíveis da minha infância
Eu já tive tanto bicho nessa vida (passarinho, cachorro, gato, peixe), esses bichos que todas as crianças adoram, mas duvido encontrar outra criança que teve uma tartaruga tatuada! Eu tive sim! Ela apareceu lá em casa, com o número 74 escrito de amarelo nas costas, foi meu xodó por uma semana, depois sumiu no mundo, acho que foi fazer outra tatuagem.
domingo, 1 de julho de 2007
A fábula do Tamanduá Ramon e da Formiga Sílvia (parte 2)
Ramon continua ouvindo Los Hermanos.
Algumas informações foram investigadas pelo “o que estou ouvindo” do msn...
(continua)
Quero tanto que cheguem as férias
Mas eu já dou, muito mais que 27 ;)
sexta-feira, 29 de junho de 2007
quinta-feira, 28 de junho de 2007
A minha melhor amiga sumiu
Aqui de longe eu fico na tua torcida minha irmã loira, na torcida e na certeza, mais que absoluta, de que tudo vai dar certo, porque tu és assim, enquanto não termina não desgruda, enquanto não tá mais que certo não desiste.
Eu não vou ser o primeiro abraço na tua formatura, mas vou ser um dos mais fortes, porque sei o quanto tu merece isso, o que quanto tu te esforçaste enquanto muitos criticavam.
Vai sem pressa e sem medo Ferdita porque o canudo já tá garantido.
Vamos pra Santa Catarina comemorar? Vamos tomar banho de cachoeira dentro do ônibus, tu toda escabelada e eu fazendo a linha fina, super penteadinha? Me segura no centrão quando o palhacinho amigo for me jogar uma bolinha na cara e eu for arremessar dois litros de Fanta, com garrafa Pet e tudo, na cara dele? Vamos fazer amizade com os cachorros porque esses catarinas não falam? Vamos ensinar o caminhado errado do centro pros argentinos? Vamos pegar uns 3 ônibus lotados, demorar umas 2 horas pra chegar à praia e em 15 minutos fechar um baita temporal? Vamos fazer dia de princesa, caminhando uns 15 km e voltando com 32 sacolas pra casa? Vamos pro forte quase se matar por culpa de uma maldita lona? Vamos chamar Juan Pablo? Vamos comer salgado mais refresco por R$ 1,00? Vamos tirar foto na lambreta? E se a lambreta tiver alarme??? Hehehe.
Amo-te minha grande amiga!
terça-feira, 26 de junho de 2007
Uma musiquinha bonita
Maria Rita
Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você eu eu
Quando você me viu...
Bonitinha né?!
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Hunf!
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Tem coisas que não adianta querer não querer
É quando essas pequenas coisas acontecem que a vontade de não ter vontade foi vencida!
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Momentos inesquecíveis da minha infância
Sim! Eu pensava que seria uma grande dançarina de chula quando tinhas meus 6 ou 8 anos de idade. O espetáculo era montado no imenso pátio da minha casa (quem conhece sabe que é imenso mesmo, mas isso eu conto em outro capítulo).
Eu deitava um cabo de vassoura na grama, corria para dentro de casa, fazia um lençol de chiripá, pegava emprestadas (sem pedir) duas carretilhas da mãe e as prendia no meu lindo tênis da Xuxa, rosa com purpurina, prendia com durex mesmo.
Anunciava-me atrás da porta da cozinha e imaginava que seria ovacionada na entrada, e, então... Tchanammm: Entrava eu, rua a fora (ou saía), sapateando e cravando a carretilha na grama, o pobre cabo de vassoura não sabia se chorava de pavor das carretilhas frenéticas que o rodeavam ou se ria da vestimenta.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
s-l-o-w-m-o-t-i-o-n
Nhá! Nada disso, não é o caminho que os olhos fazem e sim uma rota alternativa para toda imagem captada por eles, antes de chegar ao cérebro tem uma passagem pelo coração! Todos têm, basta ativar! :)
Ontem na aula meu professor de Economia Monetária disse que economistas são muito racionais para escrever sentimentos :(
quarta-feira, 13 de junho de 2007
A fábula do Tamanduá Ramon e da Formiga Sílvia
Sílvia por sua vez, era uma formiga desgarrada do resto da colônia, vivia em seu mundo próprio e apesar de já ser pequena tentava se fazer menor ainda para não ser percebida.
Um belo dia, Ramon encheu seu peito de ar e o bolso de moedas e foi até a floricultura comprar um buquê de flores para sua amada. Colocou seu melhor terno e foi ao encontro de Sílvia, mas, quem diria... A pobre formiga, cheia de razão e nenhum pouco de sentimentalismo rejeitou Ramon, dizendo que o amor deles era impossível. Ramon, coitado, se viu arrebatado de tamanha tristeza que fugiu aos prantos deixando Sílvia com um buquê espedaço em sua frente (um buquê muito maior do qualquer outro já sonhado pela sonhadora formiga). Quanto menor ficava Ramon, em sua frenética correria, aos olhos da pequena, mais o seu pobre coraçãozinho se via apertado (se formiga não tiver coração usem a imaginação).
Ramon voltou para sua casa, onde se trancou no quarto, ouviu Los Hermanos por dias e escreveu vários textos cheios de emoção, sentimento e palavras difíceis.
Sílvia carregou os restos do buquê para seu quartinho no formigueiro, um quartinho imensamente pequeno, mas que para ela era um formigueiro-castelo onde cabia toda sua imaginação. Passou dias suspirando e olhando o filme “O Fabuloso destino de Amelie Poulain”, em sua cabeça se passava de tudo, toda a preocupação com outras pessoas, com o próprio Ramon, o qual fazia seu pensamento vagar o dia inteiro...
(continua)
Hoje é dia de Santo Antônio
O céu aqui de Pelotas chora, abençoando toda essa manifestação, a noite foi tensa, muita chuva e trovoada, mas não apagou o desejo de quem ainda busca um amor, mesmo que tenha que se segurar nesses artifícios. Boa sorte aos que praticam as “simpatias amorosas”, que não perderam a esperança de encontrar o que todo mundo passa a vida procurando, eu, prefiro só observar...
terça-feira, 12 de junho de 2007
domingo, 10 de junho de 2007
Eu tenho pena dos pontos.
Sobre a lágrima
Cachorrada (o texto não tem muito a ver, mas quero que seja esse o nome).
E por que a gente sente que a melhor coisa da noite foi conhecer 2 cachorros gordinhos?
E por que a gente desce de um carro correndo, louco para chorar?
E por que aqui no meu quarto ta tudo tão bom?
Nunca vou entender!
Por que se mente tanto nessa vida?
Se alguém souber as respostas não me diga, não quero saber para nunca fazer como todo mundo faz! São perguntas que ME faço para nunca saber as respostas. Daqui do meu canto vou olhando em silêncio quanta mentira, que hoje me assusta, mas amanhã me fortalece...
Sim! Tô triste!
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Sobre a neblina
Novas cores.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Tô com medo que os carteiros sumam.
Eu sei que existe e-mail, msn, orkut e mais toda a parafernália cibernética que nos faz dar uma escapadinha em horário de trabalho, mas e o carteiro? Só vai me trazer contas? E se as contas começarem a chegar por e-mail e for só imprimir? E se o valor tiver errado e a gente passar 45 minutos digitando 1, 4, 5, 9, 3, no telefone, e nunca conseguir falar com um atendente nesses 0800 da vida? E se as pessoas não falarem mais, só digitarem? Meu Deus! É o fim!
Não quero mais falar disso, não quero imaginar que não vou mais em um banco, por pior que seja a fila, mas lá tem alguém para me atender! Não quero pensar no tanto de horas que vou ficar sentada em uma cadeira, resmungando por causa da minha bursite e perdendo de andar de bicicleta, de ver gente, rua, passarinho, flor...
Carteiros, não me abandonem!
domingo, 3 de junho de 2007
A Marcha dos Pingüins
Acabei de assistir a esse documentário que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2006. Assisti na companhia de meu gato Joãozinho Chimbico, que dormiu em noventa por cento do tempo e no restante quis brincar de lutinha, ou seja, nem foi tão companheiro assim.
As cenas são de uma beleza fora do comum, e a história de uma força tamanha pela sobrevivência de uma espécie que fica difícil de encontrar uma palavra para descrevê-la.
Para quem gosta de coisas mimosinhas fica a minha dica.
Abaixo um trecho do pensamento de um filhote pingüim, quando seu pai vem voltando:
“Os adultos não se cansam de ir e vir, eles têm dois lados: O branco é lado bom, são barrigas cheias voltando, o preto não é bom, significa barrigas vazias que se vão. Nós somos diferentes, somos cinza dos dois lados, significa que vivemos com fome”