domingo, 25 de novembro de 2007

Não posso cortar os cabelos mãe



É no meio desse emaranhado que eu escondo meus sonhos.
É através deles que os sonhos entram e saem da minha cabeça.

Toc-toc (uma paradinha para pensar)

E foi aqui, no meio de uma leitura sobre economia do setor público (minha última prova se Deus quiser, pois to quase tomando Lexotan) que meu amigo Nana, um tico-tico que vem todo dia bater no vidro da janela do meu quarto, me fez pensar.
O que levaria esse passarinho a vir aqui todo dia? Eu já coloquei comida e ele não come, pelo contrário, traz frutas aqui para a minha janela e fica um bom tempo olhando o próprio reflexo no vidro, vira para um lado, vira para outro, quase pisca...
Quase pisca!!! Mas então ele ta apaixonado!!! (Faz de conta que passarinhos apaixonados piscam, imitando um antigo comportamento humano.)

Não Nana! É só uma imagem, não é uma “tica-tica”!
Não faz como os humanos que piscam de mentirinha e se apaixonam por imagens, ou por comportamentos espelhados. Que graça tem beijar esse vidro? Saber os movimentos exatos do amado? Que graça tem ser sempre igual e totalmente previsível?

Será que Nana já sofreu muito nessa vida e agora deseja dominar a situação? Será que Nana é narcisista? Bom eu só coloquei esse nome nele, pois achava que ele tinha se apaixonado por ele mesmo, mas agora acho que ele é só mais um perdido, procurando migalhas de amor, qualquer fantasiosa migalhinha que traga um pouco de tranqüilidade. Faz de conta que o amor é assim.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Momento cultural

Hoje fui publicar uma foto ali no meu flickr e coloquei o nome da minha modelo fotográfica de Dorothy, foi então que lembrei da Dorothy de “O Mágico de Oz” e por conseqüência lembrei dessa história sobre o livro, daí me deu vontade de contar aqui, já que não é muita gente sabe...



“L. Frank Baum, autor do livro O Mágico de Oz, era um jornalista do Meio-Oeste americano. Quando decidiu escrever a história para crianças, ele fez os personagens representarem os protagonistas da maior batalha política da época. Embora os comentaristas modernos do livro divirjam, um pouco sobre a interpretação dada a cada personagem, não restam dúvidas do fato de que a história destaca o debate sobre política monetária. Eis como o historiador econômico Hugh Rockoff interpreta a história, na edição de agosto de 1990 do Journal of Political Economy:

Dorothy: Tradicionais valores americanos
Totó: Partido proibicionista, também conhecido como partido que prega a abstinência do álcool
Espantalho: Fazendeiros
Homem de Lata: Trabalhadores da indústria
Leão Covarde: William Jennings Bryan
Munchkins: Cidadãos do Leste
Bruxa Malvada do Leste: Grover Cleveland
Bruxa Malvada do Oeste: William McKinley
Mágico: Marcus Alonzo Hanna, presidente do Partido Republicano
Oz: Abreviatura de onça de ouro (medida de peso de ouro)
Estrada de Tijolos Amarelos: Padrão Ouro

No final da história de Baum, Dorothy consegue encontrar o caminho de casa, mas não só seguindo a estrada de tijolos amarelos. Após uma jornada longa e perigosa, Dorothy percebe que o Mágico é incapaz de ajudar a ela e a seus amigos. Em vez disso, a menina finalmente descobre o poder mágico de seus sapatinhos de prata (quando o livro foi transformado em filme, em 1939, os sapatinhos passaram de prata para rubi. Os cineastas de Hollywood estavam mais interessados em exibir a nova tecnologia do Technicolor do que em contar uma história sobre a política monetária do século XIX).”

Não, eu não li o Journal of Political Economy, mas li Introdução à Economia, de N. Gregory Mankiw, foi de lá que tirei esse texto :D

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Na caderneta...



(hoje fui além do Véu de Maia)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Abre essa gaiola vizinha, por favor?!

Que me dói ouvir. Isso, que para ti é canto, para mim é choro. É choro de passarinho que mora só, que não voa em bando, que não sente a cócega do vento nas penas enquanto plana.
É choro de passarinho que se banha em potinho de plástico com água da torneira, enquanto vê os outros nas poças e no banho de chuva.
Abre? Por favor!!! Porque passarinho assim só canta alto para pedir ajuda, para pedir socorro, para pedir licença de comer fruta no pé, melhor que esse alpiste do supermercado, licença para fazer amigos, esses sonhados amigos livres, licença para voar alto, licença para viver.

domingo, 4 de novembro de 2007

Um dia

A minha franja chegará atrás da orelha
Rasgará-se essa calça velha
Farei curso de pintura
Terei cabelo na cintura
Abrirei um boteco
Livro-me de tanto cacareco
Vou à lua
Caio na tua
Morro de rir
Não vejo mais ninguém partir
Coloco piercing no umbigo
Serei vizinha do meu melhor amigo
Terei um jeep
Ainda viro hippie
Me formarei
Me casarei
Será por amor
Minha casa terá quintal com flor
Serei poliglota
E ainda mais idiota

sábado, 3 de novembro de 2007

Dicas para quem gostaria de fazer bolinhas de sabão

Não é qualquer sabão que faz bolinha.
Detergente de louça é melhor.
Não faça em dia de muito vento.
Não se irrite e assopre com força, pois assim não vai mesmo.
Não faça deitado.
Tampe o recipiente onde diluiu o sabão.


Parece tão simples né? Mas eu conseguir fazer só umas quatro hoje, um dia pós-finados, ou seja, a lendária ventania estourava todas. Consegui beber sabão em pó Ace, que escorreu pelo canudinho (enquanto a suuuuper disposta tentava obter êxito deitada) e não recomendo, pois o gosto não é muito agradável e mesmo depois de cinco cuspidas ainda se sente o saborzinho. E para piorar, ao fim da brincadeira, percebi que meu copo com água e sabão tinha virado cemitério de marimbondo, tadicos :(

Esqueci de contar



Comprei minha caixa de lápis de cor :D

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O barulho e o silêncio das mudanças

Vem com um zumbido, aquele vento todo, meio assombra, abisma, levanta uma poeira danada, sacode o cabelo e o coração da gente, faz andar um passo para trás. Os olhos se fecham, um pouco por irritação, outro pouco por medo de ver o que aquilo tudo causará.
É então que o vento passa, a gente respira fundo, abre um olho, depois o outro, um silêncio fica no ar, é a poeira tomando assento, calada como só, nos encorajando, bem de mansinho por meio da calmaria, a continuar andando.