quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sobre o mal-estar

É quando as borboletas do meu estômago batem as asas com mais força que fazem levantar, como poeira, todos os desaforos que eu engoli.


Obrigada pelo chazinho às 4 horas da madruga mãe ;)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Cartinha para o Papai Noel

Querido Papai Noel é com um certo constrangimento que lhe escrevo esta, pois venho, como todos, pedir.
Posso fazer uma pergunta antes? O senhor já recebeu alguma cartinha de agradecimento?
Bom, não sei por onde o senhor pode me responder, mas creio que já sei a resposta. Eu vou escrever a cartinha e deixar na internet, pois é mais barato que sedex para o Pólo Norte, pelo que andei me informando, se o senhor quiser pode me responder da mesma maneira, um dia eu a encontro.
Voltando ao motivo da minha escrita, gostaria de pedir para o senhor não entregar presente na casa de ninguém.
Ta, clama Bom Velhinho, não desmaia, eu não sou malvada e nem estou escrevendo isso para ver criancinhas chorando. Eu só queria que o Espírito de Natal não fosse substituído pelo do consumismo, que, aliás, o senhor é o maior símbolo, sem ofensas. Não queria ver gente de beiço porque não ganhou o presente mais caro ou o mais chamativo. Não queria que a gente deixasse de aproveitar a quem temos para aproveitar o que temos. Não queria que a gente gastasse todo nossa grana em tanta futilidade hipnótica que nos faz esquecer quem ainda passa fome numa noite tão linda como essa.
Queria que prevalecesse a fraternidade e a caridade, que a gente recebesse sinceros abraços, que valorizássemos a quem temos, mas eu queria isso para sempre, o senhor ta me entendendo? Só no Natal não me adianta!
E não querendo abusar do senhor, mas já pedindo outra coisa bem barbadinha, será que o senhor pode colocar quebra-molas em todas as estradas de todo o mundo? Pessoal ta se matando no asfalto mais que em guerra sabia?
Ah, mais uma coisinha... Anão não tem família? Coisa feia fazer eles trabalharem toda noite junto do senhor e não deixar eles passarem as comemorações em suas casas. E o serviço de proteção aos animais nunca lhe procurou? Deve ser uma barra passar a noite carregando um velhinho obeso e um saco de presentes pesados. Ta, parei! Amigo, amigo...




FELIZ NATAL PESSOAL!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Jardins

Eu esqueço do meu e-mail. Esqueço de apagar spam, esqueço de ler tudinho e isso me deixa muito mal, porque quando menos espero uma coisa bonita dessas está lá, esquecida...

jardins

oi, magda! e aí? venceu alguma vez o jogo do papel de bala? hehe
depois que tu saiu eu entrei no site do rubem alves, um desses professores admiráveis que a gente conhece por acaso, e li este texto sobre jardins e pensei em te mostrar. aí vai o link pra tu leres quando quiseres. http://www.rubemalves.com.br/jardins.htm

um beijo do fah!


Obrigada Fabrício!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Momentos inesquecíveis da minha infância

Capítulo 7 - Minha estranha doença

Com seis anos de idade eu tive rubéola, paralelo a este fato, mais dois acontecimentos se sucediam:
Primeiro: No fim do ano seria minha formatura no prézinho;
Segundo: Minha irmã fazia um regime.

Hã? Hein? Cuma? O que uma coisa tem a ver com a outra?
Calma gente eu explico...

Para esse mega-evento infantil eu precisava de uma roupinha, a famosa toga, então a mãe tinha que me levar na costureira para fazer a tal.
Eu ouvia as conversas acerca do regime da minha irmã, não lembro da receita desse regime, mas uma frase eu gravei: “Agora Mônica, tu comes muitas saladas, faz umas com RODELAS DE TOMATE e blá blá blá...”.
Da rubéola eu lembro menos ainda, só sei que me apareceram umas bolinhas vermelhas na barriga.
Ocorre que no dia que fui na costureira, tirar minhas míseras medidas, tive que levantar a camiseta. Quando as bolinhas apareceram a senhora me perguntou: “O que são essas bolinhas na tua barriga Magda?”
A mãe tava entretida olhando uns tecidos e não pôde me dar cola, então sem lembrar a resposta direito e fazendo uma desastrosa semelhança entre o nome da minha doença e os ingredientes do regime da Mônica, eu respondi convicta: “TOMATITE!”

O quê???

Ops, rubéola é parecido com rodela e não com tomate.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Sobre os sentimentais

Não fala assim dela, ela não é “grudenta”!
Ela só tem amor em abundância e um coração doce como açúcar, isso que faz ela ficar colada em ti.


“Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. Se ela te fosse direta, você a rejeitaria.”

Sobre a minha capacidade de estragar tudo

Ela é imensamente grande e espontânea, por mais que eu me esforce para fazer uma coisa mimosinha geralmente a coisa se transforma em catástrofe, desaforo, birrinha e por ai vai.
Um exemplo disso aconteceu hoje, quando fui fazer um pratinho para o Nana, lembram dele né? (“Miniflashback”: É o passarinho que me visita aqui na janela do meu quarto). Como ele não consegue se equilibrar na janela, só na grade, eu resolvi pendurar um pratinho na grade, com alpiste, para ele conseguir comer. Acreditem, meu pratinho branco e grande demais serviu de espantalho e agora o Nana ta lá longe com medo do fantasma que eu criei.

Eu só queria que ele não ficasse com fome!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Me-me-me-di-di-nho

15:13 Magda liga para o Banco Real.
15:15 Alguém atende (sim, ta meio demoradinho para atender lá no banco e aqui foi onde achei para protestar).
15:15 Depois de toda aquela musiquinha, Magda pede: - Boa tarde! Posso falar com aquele rapaz que é responsável pelo envio de TED? Esqueci o nome dele, é André? Alex?...
15:15 A atendente responde: - TED é com o ARNO, vou te passar, só um minuto (que se transforma em 4).
15:16 Magda empalidece.
15:17 Magda fica muda.
15:18 Renata pergunta: - Te deixaram na espera?
15:18 Magda responde: - Renata, aconteceu o que eu temia! Já estão trocando os funcionários por máquinas, agora quem faz TED é da marca ARNO!


Eu estou lendo 1984, acredito que isso me ajuda a viajar na idéia de substituição, conspiração, hipnose... Recomendo, e muito!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Eu queria ser poeira


Para ser sempre pequena e passar o dia virando cambalhotas no ar.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Sobre o valente que usava meias de Mickey Mouse

Todos aqueles gigantes olhavam apenas n'altura dos próprios olhos, apressados e impacientes, andando em fila única, em uma marchinha com ritmo ditado pela velocidade dos caixas bancários.
Entre irrequietos pés, que batiam em oposição à lentidão da fila, revelou-se um grande corajoso, com aproximadamente um metro e meio de altura e um par de meias do Mickey, de um amarelo que não passava despercebido.
Alheio àquelas vontades de apressar o ritmo, e sem relógio para olhar de dez em dez segundos, ele preferiu usar seus doces olhos cor de primavera para observar os outros, sua coragem fazia com que encarasse a qualquer um com a mesma pureza.

domingo, 25 de novembro de 2007

Não posso cortar os cabelos mãe



É no meio desse emaranhado que eu escondo meus sonhos.
É através deles que os sonhos entram e saem da minha cabeça.

Toc-toc (uma paradinha para pensar)

E foi aqui, no meio de uma leitura sobre economia do setor público (minha última prova se Deus quiser, pois to quase tomando Lexotan) que meu amigo Nana, um tico-tico que vem todo dia bater no vidro da janela do meu quarto, me fez pensar.
O que levaria esse passarinho a vir aqui todo dia? Eu já coloquei comida e ele não come, pelo contrário, traz frutas aqui para a minha janela e fica um bom tempo olhando o próprio reflexo no vidro, vira para um lado, vira para outro, quase pisca...
Quase pisca!!! Mas então ele ta apaixonado!!! (Faz de conta que passarinhos apaixonados piscam, imitando um antigo comportamento humano.)

Não Nana! É só uma imagem, não é uma “tica-tica”!
Não faz como os humanos que piscam de mentirinha e se apaixonam por imagens, ou por comportamentos espelhados. Que graça tem beijar esse vidro? Saber os movimentos exatos do amado? Que graça tem ser sempre igual e totalmente previsível?

Será que Nana já sofreu muito nessa vida e agora deseja dominar a situação? Será que Nana é narcisista? Bom eu só coloquei esse nome nele, pois achava que ele tinha se apaixonado por ele mesmo, mas agora acho que ele é só mais um perdido, procurando migalhas de amor, qualquer fantasiosa migalhinha que traga um pouco de tranqüilidade. Faz de conta que o amor é assim.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Momento cultural

Hoje fui publicar uma foto ali no meu flickr e coloquei o nome da minha modelo fotográfica de Dorothy, foi então que lembrei da Dorothy de “O Mágico de Oz” e por conseqüência lembrei dessa história sobre o livro, daí me deu vontade de contar aqui, já que não é muita gente sabe...



“L. Frank Baum, autor do livro O Mágico de Oz, era um jornalista do Meio-Oeste americano. Quando decidiu escrever a história para crianças, ele fez os personagens representarem os protagonistas da maior batalha política da época. Embora os comentaristas modernos do livro divirjam, um pouco sobre a interpretação dada a cada personagem, não restam dúvidas do fato de que a história destaca o debate sobre política monetária. Eis como o historiador econômico Hugh Rockoff interpreta a história, na edição de agosto de 1990 do Journal of Political Economy:

Dorothy: Tradicionais valores americanos
Totó: Partido proibicionista, também conhecido como partido que prega a abstinência do álcool
Espantalho: Fazendeiros
Homem de Lata: Trabalhadores da indústria
Leão Covarde: William Jennings Bryan
Munchkins: Cidadãos do Leste
Bruxa Malvada do Leste: Grover Cleveland
Bruxa Malvada do Oeste: William McKinley
Mágico: Marcus Alonzo Hanna, presidente do Partido Republicano
Oz: Abreviatura de onça de ouro (medida de peso de ouro)
Estrada de Tijolos Amarelos: Padrão Ouro

No final da história de Baum, Dorothy consegue encontrar o caminho de casa, mas não só seguindo a estrada de tijolos amarelos. Após uma jornada longa e perigosa, Dorothy percebe que o Mágico é incapaz de ajudar a ela e a seus amigos. Em vez disso, a menina finalmente descobre o poder mágico de seus sapatinhos de prata (quando o livro foi transformado em filme, em 1939, os sapatinhos passaram de prata para rubi. Os cineastas de Hollywood estavam mais interessados em exibir a nova tecnologia do Technicolor do que em contar uma história sobre a política monetária do século XIX).”

Não, eu não li o Journal of Political Economy, mas li Introdução à Economia, de N. Gregory Mankiw, foi de lá que tirei esse texto :D

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Na caderneta...



(hoje fui além do Véu de Maia)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Abre essa gaiola vizinha, por favor?!

Que me dói ouvir. Isso, que para ti é canto, para mim é choro. É choro de passarinho que mora só, que não voa em bando, que não sente a cócega do vento nas penas enquanto plana.
É choro de passarinho que se banha em potinho de plástico com água da torneira, enquanto vê os outros nas poças e no banho de chuva.
Abre? Por favor!!! Porque passarinho assim só canta alto para pedir ajuda, para pedir socorro, para pedir licença de comer fruta no pé, melhor que esse alpiste do supermercado, licença para fazer amigos, esses sonhados amigos livres, licença para voar alto, licença para viver.

domingo, 4 de novembro de 2007

Um dia

A minha franja chegará atrás da orelha
Rasgará-se essa calça velha
Farei curso de pintura
Terei cabelo na cintura
Abrirei um boteco
Livro-me de tanto cacareco
Vou à lua
Caio na tua
Morro de rir
Não vejo mais ninguém partir
Coloco piercing no umbigo
Serei vizinha do meu melhor amigo
Terei um jeep
Ainda viro hippie
Me formarei
Me casarei
Será por amor
Minha casa terá quintal com flor
Serei poliglota
E ainda mais idiota

sábado, 3 de novembro de 2007

Dicas para quem gostaria de fazer bolinhas de sabão

Não é qualquer sabão que faz bolinha.
Detergente de louça é melhor.
Não faça em dia de muito vento.
Não se irrite e assopre com força, pois assim não vai mesmo.
Não faça deitado.
Tampe o recipiente onde diluiu o sabão.


Parece tão simples né? Mas eu conseguir fazer só umas quatro hoje, um dia pós-finados, ou seja, a lendária ventania estourava todas. Consegui beber sabão em pó Ace, que escorreu pelo canudinho (enquanto a suuuuper disposta tentava obter êxito deitada) e não recomendo, pois o gosto não é muito agradável e mesmo depois de cinco cuspidas ainda se sente o saborzinho. E para piorar, ao fim da brincadeira, percebi que meu copo com água e sabão tinha virado cemitério de marimbondo, tadicos :(

Esqueci de contar



Comprei minha caixa de lápis de cor :D

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O barulho e o silêncio das mudanças

Vem com um zumbido, aquele vento todo, meio assombra, abisma, levanta uma poeira danada, sacode o cabelo e o coração da gente, faz andar um passo para trás. Os olhos se fecham, um pouco por irritação, outro pouco por medo de ver o que aquilo tudo causará.
É então que o vento passa, a gente respira fundo, abre um olho, depois o outro, um silêncio fica no ar, é a poeira tomando assento, calada como só, nos encorajando, bem de mansinho por meio da calmaria, a continuar andando.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Uma coisa bonita que eu to lendo

“A felicidade geral com que foi recebida a passagem dessa banda tão simples, tão brasileira e tão antiga na sua tradição lírica, que um rapaz de pouco mais de vinte anos botou na rua, alvoroçando novos e velhos, dá bem a idéia de como andávamos precisando de amor”.

Carlos Drummond de Andrade, em uma crônica falando a respeito da música A Banda, do Chico.

domingo, 28 de outubro de 2007

Elogie mais, critique menos

É tão fácil ter um bom gosto musical quando se nasce na frente de uma estante atulhada de boas músicas. É tão fácil toda essa cultura quando a mesma estante também guardava todos aqueles livros.
É tão fácil toda essa crítica sobre quem não teve as mesmas oportunidades.
De longe tudo é tão solucionável.
O meu aplauso vai para toda pessoa que não teve nada que o induzisse a ser “uma pessoa legal” e assim se fez por uma vontade própria e despretensiosa.
A minha admiração vai para todos esses que arrancam atenção sem nem saber que assim fazem.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Acerca dos buracos

A gente cresce para cima e um buraco cresce para baixo, já pensaram nisso???

Será que buracos estão de cabeça para baixo?

E quando brincam de esconder, eles não se abaixam como nós, eles se levantam!

Será que a gente está de cabeça para baixo?

Sim! Acredito que a maioria de nós está de cabeça para baixo e nem desconfia.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Momentos inesquecíveis da minha infância

Capítulo 6 – Eu já fui Miss

O ano devia ser 1985, a mãe tinha me matriculado em um prézinho, mais ou menos perto da minha casa. Meus objetivos na referida instituição eram o lazer e a arte, o que consistia em passar as tardes brincando de “Caverna do Dragão” e pintando lindas aquarelas que foram para o lixo.
A vaidade não me acompanhava em nenhum momento da minha infância, dessa forma, não faço nem idéia de como fui parar em um concurso de “Miss Prézinho Menino Jesus”.
Das minhas concorrentes não lembro, mas eu era a típica figura que entra para perder e se tornar a chacota geral. As perninhas eram tão finas que parecia que um joelho batia no outro quando eu andava, isso não ajudava em uma postura elegante, era alta demais, o que ajudava no desengonçamento (isso se prolonga até os dias de hoje) e morria de vergonha dessas coisas, para piorar minha situação me conseguiram um rapazote para me conduzir que era mais baixo que eu. A mãe me vestiu de marinheira na semifinal e levou a Mônica, minha irmã e a Duda, minha prima (as mesmas do episódio da Conga) para ajudar na torcida, reparem na empolgação delas, somente delas...



Depois de um belíssimo desfile (reparem)...





Não sei se por um milagre ou por compadecimento dos jurados fui coroada, enfaixada, sei lá, Miss... Simpatia!




Agradecimentos a minha mãe, uma mulher inovadora, reparem no meu modelito. Lá no fundo está a menina que me passou a faixa, vestida de prenda, jurando que era uma princesa e eu ali à frente, de microvestido branco, sapatinho vermelho e cabelo Chanel. A postura é algo que nem precisa ser comentado.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Um esclarecimento

No dia que eu fiz esse blog eu não sei em que eu pensava, mas garanto que não era na palavra PROPAGANDA.
Hoje li (via msn, coisa triste) que eu o teria para me exibir.
Foi bem ruim sabem?! Um pouco por ter vindo de uma pessoa muito querida para mim e outro porque essa pessoa escreve muito bem, tem até um blog, pena que não é público, mas acredito que um dia será e quando assim for estará na minha lista de favoritos.
Com raiva do que lia acabei escrevendo demais, me excedi, fui grossa, mas agora, um tempinho passado, percebi que teve seu lado bom, foi uma boa crítica vinda de um bom escritor que não deve gostar das minhas bobagens, nem deve entender o que elas querem dizer, já me desculpei.
Percebi que formei a imagem de uma pessoa “exibidinha” e logo para quem eu tentei agradar tanto, fiz até uma série de historinhas aqui no blog.
Agora fiquei bem perdida, não sei mais o que escrever, eram só as bobagens da minha cabeça por umas vezes, sentimentos do fundinho do coração por outras, confesso que fiquei pensando em encerrar a conta.


Dica: Quem não gosta do que tem escrito aqui não precisa ler.

Deu briga aqui em casa

Entre os moradores da cobertura do meu gaveteiro.Ninguém quer se pronunciar a respeito do ocorrido, eu só sei que o Teddy, coitadico, foi parar de castigo atrás do porta-retrato.



(O que teria feito um inocente ursinho de madeira?)
(Soraia, a figurante girafinha amarela, é o ponto alto da foto, achando que era o centro das atenções e fazendo cara de inocente)


FELIZ DIA DAS CRIANÇAS! :)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Campanha

“Vamos descobrir quem é o Horácio!”
Participem!!! Vale pista, dica, sugestão...
Leiam os comentários que ele já deixou, a tarefa é quase impossível. Contamos com a ajuda de todos, principalmente do próprio Horácio.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

domingo, 7 de outubro de 2007

To preocupada (2)

Antigamente um vírus podia dizimar populações, matava assim, sem a mínima piedade.
Hoje em dia as variedades do maldito microrganismo estão bem controladas.

Ta bem... Isso para quem estuda a vida humana né?! Porque para quem estuda a vida cibernética o maldito ta tomando mais Nescau que nunca!!!
Socorrooo! Tem um Cavalo de Tróia aqui!!!

To preocupada

Não sei mais sobreviver sem uma bolsa gigante e o pior, já tentei cortar a quinquilharia que carrego e não consigo, tudo é tão essencial, embora raramente saia de dentro dela.

(Será que é T.O.C.?)

sábado, 6 de outubro de 2007

Ah Rita!

Num mundinho tão virtual como se tornou esse, o que será do amor?
Não passem o dia digitando, abracem. Desliguem microfones e fones e sussurrem no ouvido.
Pelo que lembro que aprendi em física, se essa superfície do monitor não for um espelho plano poderá desviar os raios, o que será dos olhares? Para onde serão desviados?

“Mundo quadrado

Este teu monitor é o quadrado mundo que impede o navegante de ir além-mar. Fosse redondo eu poderia entrelaçar os meus dedos nos teus ou, quem sabe, buscar o horizonte onde divisam teus olhos. Mas nem os olhos me fariam alcançar, pois como as vidas, escondidas, que amanhecem e entardecem além do olhar, um abraço não se enxerga e sonhos um olhar não conta. Ao mundo que ultrapassa o além-mar dos teus olhos:abraçar é preciso.”

Rita Apoena

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

“É melhor ter dez ouvidos e só uma boca!”



Foi o que disse meu melhor professor ontem. Ele prefere aprender ouvindo a falar coisas sem uma certeza, coisas que podem estar erradas ou outras totalmente certas, mas que findam por magoar.
Eu prefiro ter dez olhos!
Esses dois pretinhos que já tenho me caracterizam, me proporcionam momentos de hipnose. Foram eles que fotografaram as minhas lembranças, eles que entregaram a minha tristeza, foi por eles que escapou meu sentimento.

Comprei minha camerazinha, foi um presente para os olhos, eles queriam explicar aos outros o que tanto me dispersa. Agora vou ativar minha conta no flickr, ela já existia, mas só para comentários.

domingo, 30 de setembro de 2007

Hoje queria escrever


Queria muito, mas Celso Furtado e sua obra “Formação Econômica do Brasil” não estão deixando. Minha fiel companheira, bursite, também resolveu que hoje não ajudaria nas minhas vontades.
Que dorzinha bem enjoada, que até me acorda na madrugada. Que livro que não termina, pobre sina! (E agora, resolvi fazer rima???).
Queria ter visto algum filme, ter andado de bicicleta, ter recebido mensagem no celular...Não deu!
Mas meu domingão não foi de todo ruim não, bem pelo contrário. Embora tenho começado pelo suave e agradável barulhinho despertador da britadeira, opa, digo, batedeira da mãe, a seqüência dele foi bem boa.
Teve leitura deitada na grama, acompanhada de Joãozinho Chimbico, teve almoço com a família reunida, teve eu pedindo explicações do paradeiro do meu copo da vaquinha (sim eu tenho um copo de vaquinha e quase trinta anos e daí?), teve uma gigantesca guerra embaixo da mesa, Chimbico X Cada dedo do pé, de cada pé, de cada pessoa que estava sentada à mesa, lógico que ele saiu vencedor correndo com todo mundo. Teve briga pelo pinguinho de gordura na toalha recém tirada da gaveta, teve carinho da mãe na hora que me escabelava contando quantas páginas ainda faltavam (e faltam) para eu ler, teve banho de princesa por prolongados 58 minutos, sendo os últimos 10 destes acompanhados bem de perto pela mãe que gritava do outro lado da porta do banheiro a seguinte pergunta: “E aí Magda, tu fez algum convênio com a companhia de saneamento?”. Também rolaram ameaças de chamar os bombeiros para arrombar a porta.
Coisa boa família, o aconchego da casa da gente, coisa boa!



Acabei escrevendo, agora vou voltar a ler e me escabelar...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Conversas de Magda e Renata

Magda diz:
- Ai que droga, esqueci de passar creme no rosto, deixa ver se não tem nada aqui nessa minha bolsa.

Blum, soc, crash, scabam, bzzziiii (muita coisa na bolsa).

Magda diz:
- Só tem um tal de “luvas de silicone”.
Renata diz:
- Mas isso é para as mãos, sabe como é né?! A pele do rosto é mais sensível...
.
.
.
Magda (lendo a embalagem) diz:
- Ta, mas tu achas que eu corro o risco de que nasçam uns dedos no meio da minha cara?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

17:04

Todo o dia vejo a hora nessa hora.

(é o dia do meu aniversário, será que jogo no bicho?)

Vende-se: Máscara de durona

Mas ela só queria correr para um abraço, que não fosse aos próprios joelhos. Queria perder a força nos braços de tanto apertar. Queria correr em direção a proteção sabe-se lá de quem. Não conseguia falar com clareza sobre angustia e assim colocava apelidos nos temores. Tentava explicar os gelinhos do peito com simples palavras. Perdeu-se nas explicações e nas atitudes, no impulso e na vontade e assim, senhora de toda sua confusão particular, resolveu calar.


(para não chorar)

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Enquanto não inventam a máquina de tele-transporte

Acho que vou começar a fumar. Pode ser uma solução para aquelas constrangedoras situações em que a pessoa se vê sozinha em meio a uma multidão.
Com um cigarrinho na mão o estado “totalmente por fora do assunto” fica bem disfarçado. A gente ocupa o tempo mirando onde jogar a fumaça, opa, cuidado com a brasa, hum, não posso jogar cinza aqui...
Já repararam como uma pessoa sozinha em um bar, porém, com um cigarro na mão, parece totalmente integrada no ambiente?
Eu reparei. Não sei se porque eu destoava do meio jogando sinuca no celular (sem saber as regras e me matando de rir da pontuação negativa).
Também que o cigarro socializa a pessoa em outros aspectos né?! Sempre tem um para vir pedir fogo e tal.

Segundo um amiguinho de balcão de boteco o cigarro é essencial na noite, ele disse que antes de fumar ele ia para festas e ficava igual a uma curva de rio. Olhei com aquela “carinha de ué” (a mesma que vocês devem ter feito) e ele respondeu no mesmo segundo. “Curva de rio: Tudo que é entulho pára na volta!” hahahaha.

Tá bem, tá bem! É mentirinha. Não vou fumar nada. Vou continuar mandando mensagem de madrugada para o pessoal e aprendendo os joguinhos do meu celular (desculpa a hora Ferda?).

sábado, 22 de setembro de 2007

Poooo

Eu nem sabia que tanta gente vinha me visitar aqui, hoje cliquei ali no visualizar perfil (pra ver se com a foto maior eu continuava vesga ou não) e vi que mais de NOVECENTAS pessoas já vieram aqui!
Muitississississimo obrigado mesmo! Aos que comentam (em especial), aos que só dão uma olhadinha rápida, aos que se deram ao trabalho de ler tudo (em especialíssimo), enfim, a todos, foi um estímulo pra eu melhorar.
Agradeço novamente, porque vocês não sabem o quanto me faz bem!


Uma vez escrevi uma cartinha de dia do amigo, era meu presente para meu melhor amigo. Na minha condição, de manteiga derretida que sou, escrevi aos prantos e na parte que o soluço foi mais intenso eu escrevi mais ou menos assim:
“Fica sabendo que a tarefa de te ter assim, pertinho de mim, não é fácil, pois pensando em tudo que tu és, nem acredito que minha companhia seja tão boa assim, pensar nisso me faz crescer, me ajuda na minha baixa estima...”

Vocês também me ajudam muito, de coração! (Hoje to fortona, nem chorei! Hehehehe, exibiiiiida!).

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Cavalinho Moderno

Voltando do trabalho para casa, passei por meu vizinho, Sr. Cavalinho Moderno. Cansado de ser apenar mais um cavalo marrom (nossa, sou especialista em raças) e após folhear inúmeras revistas de moda ele decidiu que mudaria seu visual. Ao descobrir que o “bolero” era a coqueluche do mundo fashion ele não protelou em comprar um para si. Agora desfila todo ostentoso nos campos do Distrito Industrial.


terça-feira, 18 de setembro de 2007

Será que eu compro ou não?



Uma câmera digital, um casaco, que eu nem preciso, aquela calça jeans tão bonita, quase igual à outra que já tenho, esse creme para o cabelo, esse anel, aquele brinco, essa blusa que talvez eu nunca use, esse vestido curto que vai ficar na gaveta, esse sapatinho...
Comprar não é uma terapia para mim, muitas vezes quando eu chego em casa, com compras, me dá vontade de chorar, porque sei que só ocultei problemas bem maiores. Assim eu vou mascarando as tristezas de um tempo que passou em branco, sentada aqui, trabalhando e olhando uma janela que mostra os confins do nada.
Ai como eu queria ser aquele cachorro! Correndo na chuva com um amigo. Será que é um amigo ou um amor? Será que eles estão perdidos ou sabem muito bem o que estão fazendo?
Eu não sei o que to fazendo!
Perdi meu tempo, deixei de correr na chuva, deixei de fazer publicidade, deixei de trabalhar com o que eu gosto, deixei de viajar, deixei a mãe em casa naquela noite de temporal e sai com que nem ligava para mim, deixei de fazer por mim e fiz pelos outros e olha ai, que beleza!
Hoje chorei no chuveiro pensando em tudo que eu quis e abri mão e também em tudo aquilo que eu corri atrás, sem me importar com o quão ridículo parecesse, e mesmo assim perdi.
Não trocaria por nada nessa vida um melhor amigo, um amor, uma horinha de conversa. Repetindo, como queria ser aquele cachorro!
Será que meus sonhos vão ficar só em sonhos mesmo?

Pro pessoal que prefere meu lado humorístico peço desculpas, acredito que é só um tempo ruim, logo passa.

domingo, 16 de setembro de 2007

150 bolinhas azuis

Uuuuufaaaaaa! Não é nada fácil pintar 150 bolinhas azuis, minúsculas, em dia úmido, para quem tem tendinite, bursite, renite, sinusite... Opa! Me empolguei.
Quase que minha tarde se resumiu nisso. Ainda bem que meu timão salvou derrotando o Inter (cué).
Adentrei o colégio São José vestindo uma linda camiseta com outra bolinha azul, a do Grêmio, sim ela é uma lindura mais lindezuda que existe (por que será que essas palavras ficaram sublinhadas de vermelho aqui no Word? Relevemos). Cheguei mais perdida que bala na Rocinha, segundo o populíssimo ditado, meu mesmo, que quase ninguém profere (relevemos novamente). Eu não sabia a sala, não sabia onde se procurava e ainda estava atordoada (depois de levar um não bem redondo no meio da cara) falando no celular (relevemos pela terceira vez).
Depois de estranhar um gabarito com duas opções, certo e errado, comecei a responder às intermináveis 150 questões do concurso do Banco do Brasil, a sim, ia esquecendo, nesse momento eu já sabia que as respostas só poderiam ser com caneta preta. E ai?! Pensaram no porquê do título? Sim! Fudeu! (Desculpa mãe?!) Eu só tinha caneta azul, uma amiga tentou me emprestar uma preta. Incrível né? Encontrar uma amiga, na minha sala e com duas canetas pretas. Pena que uma delas estava falhando e a amiga pediu a que tinha me emprestado de volta (cué para mim agora). Foi então que resolvi perguntar em voz alta se podia ser caneta azul, já que muita gente tinha vááááááárias canetas pretas dando sopa em cima da mesa (que gente paranóica) e me veio a palavra solidariedade na cabeça. A fiscal só disse que era para ser como estava na folha de respostas (estava escrito CANETA PRETA em fonte 72 eu acho). Nesse momento ouvi um barulhinho bem sutil, eram meus colegas de sala escondendo as canetas pretas que tinham de sobra e uma luzinha piscando na cabeça de cada um. Ela ascendia e apagava um letreiro que dizia assim: Um candidato a menos! Um candidato a menos!
Apertei bem os olhos fazendo cara de mau e mentalmente coloquei a língua para todos (relevemos pela quarta vez).
O relógio correndo, o jogo quase começando, eu ali pensando o que vem depois do “venha a nós o vosso reino”?, tudo calmo e sereno aparentemente, eu marcando quase a centésima quadragésima bolinha da folha de respostas, depois de ter colocado três no lugar errado, foi então que em meio aquele silêncio todo escuto uma pessoa na rua falar assim: “Que droga que uma errada anulava uma certa né?”
O quêêêêêê???????????????
Puta que pariu! (Desculpa de novo mãe?!)
Pois é! Óbvio que eu devo ter feito MENOS 150 pontos, quase perdi de ver o jogo, quase perdi de ver meu filme que tinha que entregar hoje, quase morri de dor nas pernas sentada em uma cadeira da terceira série (eu tenho 1,71 m) e tudo isso para quê?
Para eu aprender que no próximo concurso ou eu vou com uma camiseta escrito “no próximo eu estudo”, ou eu leio o edital, estudo e compro uma caixa de caneta preta e fico tão paranóica quanto meus concorrentes.

Texto escrito ouvindo todo o CD da Vanessa da Mata (que estou gravando para um amigo) e aumentando o som na faixa 9, História de uma gata (mas acho que isso não interessa para ninguém).

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Hoje quase comi uma nuvem

Pena que não consegui alcançar o tio do algodão-doce.


Droga!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Para não esquecermos esses nomes

O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi absolvido do processo de cassação do mandato, na tarde desta quarta-feira, após votação secreta no Plenário do Senado. O resultado divulgado pela Casa apontou que 40 senadores votaram pela absolvição, 35 pela cassação, enquanto outros seis se abstiveram. Ouvidos pelo Terra, no entanto, 40 senadores disseram que votaram a favor da perda de mandato.

Apenas dez senadores confirmaram o voto a favor de Calheiros. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que se absteve da votação. Outros 23 parlamentares não abriram o voto e nove não foram encontrados.
Confira como votaram os senadores:

Cassação
Adelmir Santana (Democratas-DF)
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Augusto Botelho (PT-RR)
César Borges (Democratas-BA)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Demóstenes Torres (Democratas-GO)
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Efraim Morais (Democratas-PB)
Eliseu Resende (Democratas-MG)
Flávio Arns (PT-PR)
Flexa Ribeiro (PSDB - PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gerson Camata (PMDB-ES)
Heráclito Fortes (Democratas-PI)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Jayme Campos (Democratas-MT)
Jonas Pinheiro (Democratas-MT)
José Agripino (Democratas-RN)
José Nery (Psol-PA)
Kátia Abreu (Democratas-TO)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Mão Santa (PMDB-PI)
Marco Maciel (Democratas-PE)
Mário Couto (PSDB-PA)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Osmar Dias (PDT-PR)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Paulo Paim (PT-RS)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Raimundo Colombo (Democratas-SC)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Romeu Tuma (Democratas-SP)
Rosalba Ciarlini (Democratas-RN)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Absolvição
Almeida Lima (PMDB-SE)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Euclydes Mello (PTB-AL)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Gim Argello (PTB-DF)
João Tenório (PSDB-AL)
José Maranhão (PMDB-PB)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG)

Abstenção
Aloizio Mercadante (PT-SP)

Não abriu o voto
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Delcidio Amaral (PT-MS)
Edison Lobão (Democratas-MA)
Fátima Cleide (PT-RO)
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
João Durval (PDT-BA)
João Pedro (PT-AM)
João Ribeiro (PR-TO)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
José Sarney (PMDB-AP)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Maria do Carmo Alves (Democratas-SE)
Neuto De Conto (PMDB-SC)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Roseana Sarney (PMDB-MA)
Sibá Machado (PT-AC)
Tião Viana (PT-AC)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Valter Pereira (PMDB-MS)

Não foi encontrado
Antonio Carlos Júnior (Democratas-BA)
Expedito Júnior (PR-RO)
Jefferson Peres (PDT-AM)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Patrícia Saboya (PSB-CE)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Serys Slhessarenko (PT-MT)

(ctrl c + ctrl v da página do Terra)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Conversas de Magda e Renata

Magda diz:
-Ai, acho que minha calculadora morreu, e logo hoje que tenho prova! Mas também coitadinha já tinha 65 anos podia se aposentar né, se bem que aposentar e morrer tem uma diferença.
Renata diz:
-Será que ela morreu?
Magda diz:
-Parece que sim. Ela já tinha sofrido um AVC no início desse semestre, eu já esperava por isso, eu tava preparada.
Renata diz:
-E quantos anos de vida de calculadora equivalem a um ano de vida de gente?
Magda diz:
-Putz! Eu só sei essa conta se for em “anos de cachorro”.
...

Silêncio
...
(Magda volta aos estudos)
...

Silêncio
...

Magda diz:
-Mas acho que não dá para fazer essa conta com calculadoras, porque elas ressuscitam, é só colocar pilha.

Magda não tem nenhum poder de concentração!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Na sacola da papelaria

To feliz! Tive que ir ao centro hoje para comprar material de escritório para o trabalho então aproveitei e comprei uma cadernetinha para mim.





(ela tem uns 11 cm X 15 cm, não sei se alguém se interessou pelo tamanho, mas eu tenho mania de imaginar as coisas e olhando a foto ia achar que ela é um caderno)


Já faz um tempo que eu queria, para anotar coisas que a gente escuta e depois não quer esquecer tipo o nome de um filme, uma música, uma frase de pára-choque de caminhão hehehe...
Agora vou andar sempre com ela e assim que minhas emaranhadas idéias formarem alguma coisa legal eu coloco aqui, tá? No futuro vou comprar uma caixa de lápis de cor (isso já está anotado na caderneta) para colocar desenhos mais colorido aqui, hoje eu esqueci (será que to desenvolvendo mal de Alzheimer? Anotando coisas para não esquecer e esquecendo coisas que eu queria tanto.Psssss!).










Também comprei esse lápis que vem com uma cabeça de palhacinho, mas pensando em toda a troça e zombaria que passaria na FURG resolvi dar de presente para minha sobrinha.

A fábula do Tamanduá Ramon e da Formiga Sílvia (parte 3)

Ramon resolveu assumir sua condição de garboso tamanduá, resolveu ganhar o mundo, partilhar orgias com amigos, beber a vida, conhecer novas fêmeas tamanduá (continuo sem saber como se escreve isso) e lançar sua sorte ao destino. Empreendeu seus planos em uma caminhada com olhos no horizonte.
Sílvia arrependeu-se de seu medo e sua TPM constante, fez terapia na frente do espelho, investiu trocados na aparência, até comprou um lacinho para por no cabelo e assim chamar a atenção de Ramon novamente. Respirou fundo e foi à procura de quem fazia seu coração bater descompassado (vem cá Magda, o que tu anda lendo?).
Foi então que em um dia trágico e fatídico (punk mesmo), Ramon, que caminhava freneticamente e sem olhar para baixo, em um de seus passos esmagou Sílvia.

Fim

domingo, 9 de setembro de 2007

Sabiam que sorte gasta?


Não tive permissão para colar uma conversa de msn aqui, mas meu fim de noite foi muito agradável ontem, conversando sobre diversas coisas com um bom amigo. Ele ganhou um espaço considerável no meu vidro de amigos e não se sinta desconfortável ou envergonhado, o pessoal ai do vidrinho é muito gente boa.
Tem pessoas que sabem ganhar a gente, com perguntas simples e com histórias inéditas, tipo a lenda da sorte. Sabiam que sorte gasta? Ele me ensinou que se a gente compra um salgadinho e ele vem com duas figurinhas foi uma sorte, e pode fazer com que não se ganhe na mega-sena, pois se gastou a sorte (hehehe). Já achei tanto trevo de quatro folhas e distribui para as pessoas que gosto que imagino nunca ganhar na mega-sena :/
Ganhou-me com frases assim:
Bom amigo diz:
Por que as gurias são chatas?
Magda diz:
Opa, desculpa
Bom amigo diz:
Não, eu não quis dizer que tu é chata
Bom amigo diz:
Tu é abobada, mas um abobado legal
Magda diz:
É que meninas vêm do mundo das meninas e eu venho do mundo da lua
(abrindo parênteses para esclarecer que sou heterossexual)

Não quero ser diferente, nem quero ser igual, só tenho certeza que quero continuar sendo eu para ganhar bons amigos assim e guardar todos no vidrinho para sempre ter boas conversas.

Hoje olhei para baixo e achei outro trevo, lá se foi meu jogo do bicho dessa semana, mas depois de nossa conversa conclui que seria melhor olhar para baixo e continuar achando trevos do que andar sempre de nariz empinado (e olha que o meu já é), cair no mundo das meninas e perder os amigos. Seria meu fim.

Tarde Amélia


Apossei-me da máquina e do baú de costura da mãe. Encurtei um vestido, ajustei duas calças e fiz uma bermuda (ixibiiiiiiiiilda).

sábado, 8 de setembro de 2007

Corrigindo uma injustiça


Chamei esse gatinho de pobre secundário no post anterior e agora olhando a cara dele me senti mal, então fiz um post só para por a foto dele.
Bonitiiiinho!!!
Um bom amigo me deu a dica de recortar ele lá do filme, mas ele quase nem aparece, foi só por isso que chamei ele de secundário, não quis ofender, não faz essa carinha :/

A Lula e a Baleia


Acabei de assistir, já que ontem peguei no sono nos primeiros quinze minutos. Foi melhor assistir bem acordada, passei o tempo todo pensando sobre o comportamento das pessoas.
O filme conta um pequeno espaço de tempo pré e pós-separação de um casal de escritores com dois filhos, de uns nove e dezesseis anos acredito eu, não lembro se mencionam as idades em algum trecho.
A separação origina uma confusão para todos, desde as casas onde vão morar, como irão fazer para ir à escola, até um pobre e secundário gato entra como desculpa para que a separação não ocorra. Tudo em vão. A separação acontece e as esquisitices particulares se somam, deixando o filme uma seqüência de coisas inacabadas. O filho mais velho troca a namoradinha por uma possibilidade de coisa melhor que nem se concretiza, o mais novo tem outro tipo de perturbação (hehehe) e os pais, adultos maduros, parecem totalmente perdidos. Em uma cena que o filho mais velho pergunta à mãe por que eles estão se separando ela começa um texto péssimo que no início diz assim “quando nos conhecemos ele era diferente de todos”. Engraçado né? É o que todos querem hoje em dia, uma pessoa diferente e a maioria quer se mostrar diferente também, são todos críticos, são “cult”, mas se todos forem assim serão todos iguais! E será que já não são???
Foi bom assistir, foi quase um divã, me deu um sacode já que ultimamente eu ando meio confusa, confusa não, atrapalhada, também aprendi o significado da palavra filisteu e ouvi Pink Floyd que há um tempinho não escutava.


Vou ali tentar comer alguma coisa já que nos últimos dois dias meu estômago resolveu ser seletivo, acho que to doentinha :/

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Mas deixa... eu fingir e rir





Diz não Enriqueta!
Fala antes que ele vá para tão longe que não escute mais!
Se eu pudesse desenhar mais um quadrinho com certeza seria a Enriqueta descendo do balanço pra brincar com o Fellini. Aposto que ela, sentadinha ali de costas, sentiu um gelinho no coração.

Para mim o gelinho no coração é quando se mistura saudade, arrependimento e falta de qualquer pontinha de esperança. Não gosto, mas sinto. É um calafrio estranho que chega sem mostrar por onde veio, passa rápido, deixa o medo para quem não gostaria que ele voltasse e um chorinho apertado no canto do olho.
Hoje em dia é feio mostrar fraqueza diante dos sentimentos, mas eu não me envergonho não, fingir e rir... não sei!


Ouvindo: Sentimental - Los Hermanos

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Primavera, porta e janela


Janela da cozinha



Janela do meu quarto



Janela do quarto da mãe



Janela da sala



Porta da cozinha




Já tá tudo floriiiiido em casa, nem chegou dia 23 ainda.
Que venham minhas visitas borboletas


Não dá para ficar triste...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sobre o suspiro


É quando a gente enche o peito de ar que, com o aperto que fica lá dentro, o coração se sente abraçado.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Tem coisas que só acontecem comigo

Hoje atropelei um penico de louça, na Avenida Duque de Caxias.

Se tiver um tempinho


Hoje, ao entardecer, olhe para céu.
Não sei se irá ter a mesma sorte que tive eu ontem, tinha um balão gigante no céu, era meio amarelo, meio laranja, parecia que me olhava o tempo todo, parecia que ia explodir. O que será que tem lá dentro?
Eu aposto que foram os suspiros que inflaram ele assim!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Acordei pensando em Antoine de Sant-Exupéry



Mais precisamente no capítulo 21 do livro “O Pequeno Príncipe”.

(para quem quiser ler deixo um link: http://home.kc.rr.com/slyon/por/21.html)

A respeito das coisas invisíveis

Por ter essa condição vivem esbarrando na gente. Já faz um tempo, uma muito grande passou por mim, mas era dessas que não tem como passar despercebida, foi então que a agarrei pela mão, mesmo sem poder ver eu sabia que ela era muito boa.
Então, por um bom tempo, a gente foi assim, andando de mãos dadas sem que a maioria das pessoas conseguisse perceber.
Pena que uma outra coisa invisível dessas, infinitamente pequena perto da que eu carregava pela mão, esbarrou na minha caixinha de vidro, lá eu guardava todos os meus sonhos. E foi sonho correndo para todo lado, pensaram que com o barulho eu tinha me assustado e soltando quem trazia pela mão.
Não corram não, não fujam, ela continua aqui, agora não está mais de mãos como antes, a coitadinha se assustou tanto que eu tive que coloca-la para dormir, agora ela tira um cochilo dentro do meu coração.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Momentos inesquecíveis da minha infância

Capítulo 5 - Minha família refém de uma família de quero-queros

Em uma bela manhã de sol, lá por meados da década de 80, meu pai quis me fazer um agrado, sabendo de minha paixão por animais ele teve a ilustríssima idéia de me dar um filhote de quero-quero. Bonito gesto né, não fosse o não mencionado furto do referido filhote, isso mesmo, meu pai roubou o filhote de um ninho que havia nos fundos de nosso pátio gigante.
Ao olhar por uma janela dos fundos, em um primeiro instante, eu e a mãe não entendemos o que era aquela figura que se aproximava, parecia o pai, mas andava como se estivesse eu um show de rock, com um braço esticado para o alto, girando um blusão acima da cabeça. Eu pensei que era uma brincadeira de helicóptero ou coisa parecida, mas ao chegar mais perto da casa percebi dois quero-queros escoltando meu pai. Quando ele entrou pela porta da cozinha eu entendi, ele trazia o filhote desse casal de quero-quero embaixo do braço, eu já me apaixonei por aquele bichinho na hora, mas depois de um dia de refém, com o mencionado casal pousado em nossa casa à espreita, fui obrigada a devolvê-lo para sua família.
Até hoje tenho um medinho de quero-quero.

domingo, 19 de agosto de 2007

Aqui não jazo eu!

Embora não pareça, mas eu não morri. Só to soterrada por uma pilha de xerox e com dois livros na mão, to lendo em qualquer minuto que isso me pareça possível. Na bicicleta ergométrica, na fila do bar, no caminho da faculdade... Iiiiii.
Do trabalho prefiro não comentar, é muito, mas não sei por quanto tempo, planos enchem minha cabeça e as dúvidas dão uma rasteira na coragem.
Aproveitando a notícia de meu não-falecimento gostaria também de pedir desculpas para todos que não ando dando atenção ou, pior ainda, aos que tem que agüentar meu mau-humor, anda muito difícil e olhem que to quase no meu paraíso astral, deus me salve do inferno hahahahahaha
Boa semaninha pra todos!

Como é que se pára esta coisa?


Alguém me ajudaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

domingo, 12 de agosto de 2007

Hoje foi um grandississississimo dia

Mas não quero contar o que aconteceu, além de ser uma história muuuuuito longa, envolve outras pessoas, sentimentos e laços que, acreditava eu, já tinham se desfeito, mas não, só estavam um pouco frouxinhos.

(A minha reza dessa noite vai ser só de agradecimentos)

sábado, 11 de agosto de 2007

Hoje comprei um tênis

Roxo, verde-limão, verde escuro, laranja, branco e vermelho.
Uma amiga olhou e disse:
-Pó é a tua cara!
Desde então to me sentindo estranha.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Tlim-tlom...Olha, uma mensagem no meu celular...

Mas assim tão cedo, deve ser a Claro me mandando colocar créditos...

Então a boa surpresa:
“Cheguei no trab e pus Morena dos Olhos D’água p ouvir. Tem coisas sem preço. Muito bom sair de casa de manhã cantando e contigo. T amo! (Mônica)”

Maniiiiinha! Meu morecão, eu só tenho a agradecer a companhia e até vou colocar a música aqui para aprender a cantar direitinho e não errar toda hora hehehehe.

Morena dos olhos d’água
Chico Buarque

Morena dos olhos d'água
Tira os seus olhos do mar
Vem ver que a vida ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra lhe dar

Descansa em meu pobre peito
Que jamais enfrenta o mar
Mas que tem abraço estreito, morena
Com jeito de lhe agradar

Vem ouvir lindas histórias
Que por seu amor sonhei
Vem saber quantas vitórias, morena
Por mares que só eu sei

O seu homem foi-se embora
Prometendo voltar já
Mas as ondas não tem hora, morena
De partir ou de voltar

Passa a vela e vai-se embora
Passa o tempo e vai também
Mas meu canto ainda lhe implora, morena
Agora, morena, vem

(Agradecimentos a Brasil Telecom que caiu a manhã inteira e eu não consegui postar na hora que recebi a mensagem).

Mais concentrada que suco de frutas

Ando sem tempo de nada, voltaram às aulas, voltei para a academia - nem sei se é uma atividade física ou uma batalha entre a gravidade e eu - entrei com força total (literalmente) e no momento sinto o famoso ácido lático me contaminando em algumas regiões. Além disso, o trabalho me cai por cima, aos montes, a coisa tá tão corrida que só consigo ler minhas seiscentas páginas, previstas até o momento, na bicicleta da academia ou nas minhas viagens diárias para a FURG. É tanto livro, é tanto autor, são tantas datas, países e situações que de pensar eu já me confundo com o que ainda nem li. Mas entre tantas leituras, algumas por obrigação e outras por prazer, tive a feliz idéia de adquirir “As veias abertas da América Latina” do Eduardo Galeano. Comprei nas férias, por indicação de um amigo, e não é que tem uma boa parte da matéria da minha cadeira preferida, ciência política.
Não consigo mais desgrudar dele e com passos lentos, devido à falta de tempo, vou lendo esse livro que segundo meu professor é uma leitura obrigatória para qualquer ser humano. Relembrar um passado já estudado, mas agora com requinte de detalhes, e fazer uma comparação com os dias atuais tá me deixando revoltada e à procura da minha velha maracugina.
Recomendo. Não sejam alienados (não querendo ofender ninguém), mas não aceitem informações de uma mídia comprada que tenta passar a idéia de um país feliz. O povo já não tem mais como mostrar forças nem como lutar, como no caso da venda da Vale do Rio Doce, alguém foi consultado? Divulgaram que “vendemos” nosso subsolo, assim como aconteceu nessa mesma América Latina nos tempos de colonização, quando todo ouro e prata nos foram roubados? O valor foi subestimado e o lucro anda não se sabe com quem, já o prejuízo, por ter “dado” a maior exportadora mundial de minério de ferro, esse sim, ficou com a gente, os anos mostrarão isso.

Ai preciso voltar ao trabalho, vou até fazer um chazinho de cidreira...

terça-feira, 31 de julho de 2007

Ultimamente me sinto...


Con-ge-la-da!
Em algumas partes nem me sinto :/

domingo, 29 de julho de 2007

Sobre a autenticidade


“A pessoa é mais autentica quanto mais se parece ser com o que sonhou para si mesma!”

É um trecho de uma longa fala do personagem Agrado, no filme “Todo Sobre Mi Madre”.

sábado, 28 de julho de 2007

Bonecas Russas


“Mas que confusão é essa do amor, como é que nós enlouquecemos assim, imagina o tempo que passamos nos preocupando. Quando você está sozinho você pensa: Será que vou encontrar alguém? E ai quando encontra: Será que essa é a tal? Será que eu a amo de verdade? E será que ela me ama tanto quanto a amo? Será que podemos amar várias pessoas nessa vida? Por que nos separamos? Podemos reparar as coisas quando nós erramos? Todas essas perguntas bobas que fazemos o tempo todo, no entanto não podemos dizer que não sabemos nada. Lemos histórias de amor, lemos contos, romances de amor, vemos filmes de amor, o amor, o amor, o amor...”


Esse é um trecho da conversa de Xavier e Isabelle e esse filme é uma continuação de “Albergue espanhol”. Os dois são muito bons, mostram coisas realmente possíveis de acontecer, sem o sensacionalismo das coincidências amorosas, sem histórias de milionários com fortunas que nem existem de verdade, sem alienígenas, sem explosões, nem tiros, sem gritaria, sem sangue, nada que impressione visualmente, a não ser a beleza das paisagens nas cenas gravadas nas ruas da Espanha, França, Rússia e Inglaterra.
Fica ai a minha dica pra essas noites de tanto frio, garanto que vale muito a pena assistir a essas duas histórias de amizade, amor, trapalhadas, encontros e desencontros, tudo com pessoas comuns, como a gente, da para se imaginar no filme e garanto que algum personagem vai lembrar um bom amigo.

Se alguém descobrir uma continuação desses filmes, por favor, me diga o nome, porque eles têm nomes completamente diferentes, como deu para ver.



quinta-feira, 26 de julho de 2007

Perereca voadora


Lindolfo, meu aparelho móvel, resolveu que, quando crescer, vai ser astro de Hollywood (eu, sinceramente, espero que esse dia não chegue, pois ele pode não entrar mais na minha boca).
Para realizar seu sonho me contratou como fotógrafa (com uma câmera de 0,05 Megapixels) para registrar seu momento Matrix (tentei girar o copo e fazer varias posições, mas descobri que além de 0,05 Megapixels a referida câmera também possui só 0,05 Kb de memória).

OBS: No momento estou tentando fazer um “consórcio” de uma câmera, munida de cartão de crédito da mãe (pssss) e vários endereços de páginas milagrosamente barateiras, seja o que Deus quiser! Assim que seu novo material de divulgação estiver pronto eu o tornarei público aos que se interessarem (mas imagino que não é muita gente que se interessa pelo book fotográfico de um aparelho entalado em um copo de requeijão).

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Aventure-se no supermercado Nacional

Bateu uma fominha e de mãos dadas com ela veio meu vício na coca-cola, sendo que eu me encontrava em frente ao supermercado Nacional (que mais parecia um formigueiro) resolvi entrar e comprar umas coisinhas.
A aventura começa na entrada, quando a simples tentativa de pegar um carrinho pode se tornar uma cena de luta livre. Tudo bem – pensei - um cestinho pode ser melhor mesmo, deixa essa gente se matando ai.
Então entrei! Orgulhosa de meu cesto com resto de beterraba, mas que me deixava mais ágil em meio aqueles corredores que lembravam aquele brinquedo auto-choque.
Opa! Desculpa? Com licença?! Com licença?? Com licençaaaa??? (Será que ela é surda?) Melhor fazer a volta no corredor! Ué! Trocaram os salgadinhos de lugar? Moço onde estão os salgadinhos? Na fiambreria. Respondeu-me o atendente. Na fiambreria? (não entendi). Nesse minuto imagino que ele também achou que eu era surda. Bom, vou lá na fiambreria então né... Que estranho, que portinha mais estreita, tá, mas é aqui a fiambreria, sempre foi aqui! Mas, por que tem uma porta pra entrar na fiambreria? Como passa um carrinho aqui? Opa, opa, opaaaa, e essa mulher de branco aqui do meu lado??? Uma fila com umas 15 pessoas começa a rir da minha cara porque eu me encontrava pelo lado de dentro da fiambreria.
Suuuuuper disfarçadamente eu vou saindo de ré na ponta dos pés com o rosto de uma cor assim, como poderia dizer, vermelho tomate sabe?
Queria alguma coisa moça? Tem que entrar na fila! Assim me falava a tal de branco e eu me fiz de surda e louca e sai a passo. Ai meu Deus, que mico! Será que tinha algum conhecido naquela fila?
Vou comprar outra coisa pra comer... Hum... Ali, achei, salgadinhos cheios de conservantes, vai isso mesmo... Socorro! Meu Deus, que manada é essa vindo em minha direção e correndo atrás de uma zorra cheia de caixas de leite?
PROMOÇAÕ, LEITE R$ 1,85.
Não, não, nãããão, eu tenho que passar aqui, se eu fizer a volta vou passar lá na fiambreria de novo. Com licença?! Licença?! Só um pouquinho! Licença?
Moça, tu vais levar essa caixa ai que tu tá segurando? Perguntou-me uma senhora.
Não, eu não tô segurando, só tô me equilibrando e não vou levar. Respondi.
ENTÃO SAI DAÍ PORQUE EU QUERO ESSA CAIXA! Falou-me a delicada senhora.
Quando consegui o pacote de salgadinho me agarrei como se fosse a última coisa que ia comer na vida, fui comprando mais umas coisinhas, sempre tentando desviar da fiambreria, mas todo mundo que passava por mim e meio abria um sorriso eu pensava “esse tava na fila”.
Falando em fila... Que filas são essas? Pô! Vou ficar uns 30 minutos aqui no caixa, que droga! Ah mas tudo bem, coitada daquela ali ó, com o sapato machucando, eu pelo menos tô de tênis né!
...
...
Tchananam...
...
Melhor trocar o cestinho de mão, sabe né, em 15 minutos um quilo se transforma em 5 quilos? É uma mágica! A moça do sapato machucando me olhava com cara de “coitada, eu pelo menos tô com carrinho, não preciso ficar segurando um cesto uns 30 minutos”.
...
Fiufiufiu, trululu.
...
Pára de me olhar desgraçada, te concentra nesse teu sapato mega moderno e desconfortável!
Ai meu Deus tô perdendo minha paciência!
PESSOAL ESTRAGOU O CAIXA, PEÇO QUE VOCÊS SE DIRIJAM AO CAIXA AO LADO! Adivinha quem gritou isso? Meu caixa, lógico!
Se alguém furar minha frente eu furo os olhos, tô avisando aos que conseguem ler pensamentos hein!
- Encontrou tudo que procurava? Perguntou meu novo caixa.
- É, sei lá, deu vontade de levar um chazinho de cidreira, será que tem como?

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Para mim nada é mais anos 80 do que...


Marrom com cor-de-laranja.
Hoje passei por uma pessoa vestida com essas cores na rua e me vieram duas lembranças: O velho liquidificador da mãe (acostumado a bater leite, banana e “Nescau” todas as tardes) e uma cortina da casa da minha tia, com bolinhas, bolões, bolas e bolotas, enfim, uma variedade de tamanhos, nessas duas cores (sim, era medonha).

Passei uma hora e trinta e sete minutos procurando uma foto do liquidificador na internet e só achei essa pequenina, acho que ele só foi um grande e inesquecível liquidificador para mim, coitadico!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Vou guardar aqui

O meu "quem sou" - do orkut - que tanta gente gostava, resolvi colocar o link do blog lá...

Já quis ser arqueóloga, cientista, professora de educação física, caminhoneira, ninja, detetive, Changeman, já quis ser passarinho, fotógrafa, jornalista, desenhista, virar mendiga...Iiiii, tanta coisa e uma mais diferente da outra. Não fui a maioria das coisas que gostaria, mas isso me faz ter uma certa obrigação de agradecimento, já que em relação a alguns planos foi sorte que não consegui! Hehehe. Hoje eu to ai né, “não sei onde eu to indo mas sei que eu to no meu caminho”, continuo com alguns planos estranhos e sonhos pro resto da vida ou temporários (algumas vezes esses incríveis sonhos fabulosos duram, ham, hum, é... um minuto! Hehehe). Não entendo muita coisa, tipo: Comportamento alheio. Seria eu um ET? Uma pessoa vinda lá do país dos confusos? Sei lá! Tudo é tão normal pra maioria né e pra mim tão estranho, provavelmente eu que to errada! Mas... Nem to! Não vou mudar meu estranho jeito de levar na cabeça, nem deixar de acreditar que existe gente que vale a pena sim, minha família e meus amigos são uma prova disso!

"Só quero ficar na memória de alguém , como outro alguém que era do bem!"

Aaaaaaaaaa... Já quis mais uma coisinha... Por uma letra de música aqui ou um poema, que me explicasse, mas não achei nada e to quase entrando em crise de pensar que não sou inspiração pra ninguém! Hahahahahahahahahaha

PS:A minha cara de atacada é só uma péssima mania de enrugar a testa, mas eu não mordo não, e a minha espontaneidade é que me faz sair com as minhas brincadeiras até pra pessoas que eu conheço há cinco minutos... Desculpa?! :) hehehehe

13 de julho - Dia Mundial do Rock



Nem vou escrever porque hoje ouvir é melhor do que ler.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Tô com uma vontade de viajar

Vontade de fazer um plano em uns quinze minutos, de contar os trocados, de chamar os amigos, de fazer um malão e depois vetar a maioria das peças, vontade que chegue a noite da véspera, que eu acordo toda hora pra olhar no relógio e ver se já posso levantar. Só não gosto da parte que dou tchau pra mãe, fico triste nessa hora. Quero um ônibus quentinho ou uma carona amiga, não quero dirigir, gosto de olhar a paisagem passando por mim, vou chegar lá e comprar um mapa (adoro mapas), com ele vou fazer mais planos ainda, de ver coisas que eu nem esperava encontrar, vou tirar fotos esquisitas e me arrepender das que tive vergonha de bater e, quando anoitecer, vou ligar pra casa pra dizer pra mãe dormir com Deus e com os anjinhos e que rapidinho tô voltando com um monte de novidades. Vou andar no sol por ruas que não conheço sem desconfiar da sorte que me espera ao dobrar nas desconhecidas esquinas. Todo mundo que tá na rua eu nunca vi e talvez por isso eu imagine a vida deles tão diferente da minha. Vou voltar feliz, pra comer bolo de cenoura que a mãe fez pra me esperar e dormir na minha cama quentinha (bendito lençol elétrico). Ai ai, escrevendo isso só fiz a vontade aumentar...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Ai ai




Como eu tô feliz da vida! Tô de férias, podendo ler meu livrinho, fazer as mantinhas que já me referi. Hoje finalmente apareceu o sol aqui nos pampas e isso só alargou mais o meu sorriso e esquentou meus friolentos pés. O gripão que me abateu já tá indo embora e arrumei um jeito muito cheiroso de esquentar meu nariz.
Tem épocas que as coisas da vida da gente parecem que se acertam mais facilmente, ou será que uma borboleta traz todo o colorido e a boa sorte que faltava?

Pra ti mesmo...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Mau-gosto?

Como assim fulano tem “mau-gosto”? Desde quando se pode julgar o gosto de uma pessoa? E se eu quiser usar as coisas mais bizarras aos olhos dos outros, mas que fazem eu me sentir bem?
Não gosto desses conceitos prontos de o que combina, etiqueta, o que usar, o que é certo... O que é certo? Rá, ora francamente! Agora alguém inventou um jeito de como se portar e vestir e todo mundo tem que ser igual?
Acredito que existem regras básicas, como a educação, para um bom convívio, mas me diga ai: É educado gastar o tempo reparando nos outros? Eu acredito que não e acredito também que ser mais um soldadinho em meio a uma multidão de iguais não é um bom jeito de ser feliz, policiando as atitudes e o guarda-roupa, gastando um tempão para se moldar, para os outros.
Gosto de gente que fala frases próprias, que tem um gosto característico, gente que tem o sorriso largo, a gargalhada espontânea, o guarda-roupas colorido, a educação de pedir licença e dar bom dia, não porque isso está nas regras de etiqueta, mas sim porque é educado, só isso, simples assim.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Lá ia eu

Passando na frente da ignorada TV quando essa musiquinha tão bonitinha entrou no meu ouvido...

Carne e Osso
Zélia Duncan
Composição: Moska e Zélia Duncan


A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Pois Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Numa simples olhadinha para cima



Tive a boa sorte de flagrar toda essa delicadeza. Um beija-flor, dando uma coçadinha no peito e se embalando no varal da minha mãe.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Momentos inesquecíveis da minha infância

Capítulo 4 - A tartaruga tatuada

Eu já tive tanto bicho nessa vida (passarinho, cachorro, gato, peixe), esses bichos que todas as crianças adoram, mas duvido encontrar outra criança que teve uma tartaruga tatuada! Eu tive sim! Ela apareceu lá em casa, com o número 74 escrito de amarelo nas costas, foi meu xodó por uma semana, depois sumiu no mundo, acho que foi fazer outra tatuagem.

domingo, 1 de julho de 2007

A fábula do Tamanduá Ramon e da Formiga Sílvia (parte 2)

Silvia resolveu fazer uma auto-análise e folhar um antigo álbum de família onde mostrava a árvore genealógica de seus antepassados (tudo isso ao mesmo tempo), foi então que Sílvia se viu arrebatada de tamanha surpresa, ao descobrir que ela tem uma cruza com uma ANTA! Sim, a anta é uma tataravó de Sílvia, o que deixou seqüelas em sua genética fazendo com que Sílvia tome atitudes erradas nas horas mais impróprias.
Ramon continua ouvindo Los Hermanos.

Algumas informações foram investigadas pelo “o que estou ouvindo” do msn...

(continua)

Já dizia o Filipe:

“Áries é o signo mais burro que existe, cai sempre nas mesmas conversinhas!”

Quero tanto que cheguem as férias

Para terminar a minha mantinha, para fazer a mantinha do meu amigo, para ler meu livro novo, para passear de tardezinha nos lugares escondidos do centro, para tomar café no Aquários, para entrar no cinema para ver qualquer filme, para passar mais tempo com a família e com a bicharada aqui de casa, para andar de bicicleta, para te dar mais que 27 minutos de pensamento...

Mas eu já dou, muito mais que 27 ;)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

quinta-feira, 28 de junho de 2007

A minha melhor amiga sumiu

Tá lá, enfurnada no meio de um monte de projetos e programas de computador, hipnotizada por uma tela preta e com os dedos grudados na calculadora, coitadinha da Ferda!
Aqui de longe eu fico na tua torcida minha irmã loira, na torcida e na certeza, mais que absoluta, de que tudo vai dar certo, porque tu és assim, enquanto não termina não desgruda, enquanto não tá mais que certo não desiste.
Eu não vou ser o primeiro abraço na tua formatura, mas vou ser um dos mais fortes, porque sei o quanto tu merece isso, o que quanto tu te esforçaste enquanto muitos criticavam.

Vai sem pressa e sem medo Ferdita porque o canudo já tá garantido.

Vamos pra Santa Catarina comemorar? Vamos tomar banho de cachoeira dentro do ônibus, tu toda escabelada e eu fazendo a linha fina, super penteadinha? Me segura no centrão quando o palhacinho amigo for me jogar uma bolinha na cara e eu for arremessar dois litros de Fanta, com garrafa Pet e tudo, na cara dele? Vamos fazer amizade com os cachorros porque esses catarinas não falam? Vamos ensinar o caminhado errado do centro pros argentinos? Vamos pegar uns 3 ônibus lotados, demorar umas 2 horas pra chegar à praia e em 15 minutos fechar um baita temporal? Vamos fazer dia de princesa, caminhando uns 15 km e voltando com 32 sacolas pra casa? Vamos pro forte quase se matar por culpa de uma maldita lona? Vamos chamar Juan Pablo? Vamos comer salgado mais refresco por R$ 1,00? Vamos tirar foto na lambreta? E se a lambreta tiver alarme??? Hehehe.
Amo-te minha grande amiga!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Uma musiquinha bonita

Cupido
Maria Rita

Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu

Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você eu eu

Quando você me viu...


Bonitinha né?!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Hunf!



Em protesto, o meu amigo Céu se fechou hoje, nada de azul e nem de sol amarelo!
O Céu é GREMISTA e não quer saber das cores do Boca! Nem eu!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Tem coisas que não adianta querer não querer

Quando vem um cheirinho bom do meio do cabelo e a gente lembra de alguém, quando a gente se pega perdido há uns 27 minutos pensando na mesma pessoa, quando vem uma vontaaaaaade de apertar, quando vem um ciúme desgraçado, saído lá dos confins do nada, quando, no meio de uma multidão, só se procura um olhar, um só, e quando se acha um sorriso se afrouxa, quando menos se espera sai um suspiro, bamboleando, enchendo o pulmão de ar e a cabeça de imaginação, quando se calcula estratégias de encontro...
É quando essas pequenas coisas acontecem que a vontade de não ter vontade foi vencida!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Momentos inesquecíveis da minha infância

Capítulo 3 - A dançarina de Chula

Sim! Eu pensava que seria uma grande dançarina de chula quando tinhas meus 6 ou 8 anos de idade. O espetáculo era montado no imenso pátio da minha casa (quem conhece sabe que é imenso mesmo, mas isso eu conto em outro capítulo).
Eu deitava um cabo de vassoura na grama, corria para dentro de casa, fazia um lençol de chiripá, pegava emprestadas (sem pedir) duas carretilhas da mãe e as prendia no meu lindo tênis da Xuxa, rosa com purpurina, prendia com durex mesmo.
Anunciava-me atrás da porta da cozinha e imaginava que seria ovacionada na entrada, e, então... Tchanammm: Entrava eu, rua a fora (ou saía), sapateando e cravando a carretilha na grama, o pobre cabo de vassoura não sabia se chorava de pavor das carretilhas frenéticas que o rodeavam ou se ria da vestimenta.

Assistam...



http://youtube.com/watch?v=Gzbj8miA6PY

Leva menos de 2 minutinhos :D

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Era uma vez uma menina que ria e chorava para o computador


O nome dela era Magda. Fim.

OS: Preciso de uma caixa de lápis de cor e de um scanner :D

s-l-o-w-m-o-t-i-o-n

Foi assim que um querido amigo definiu meu pensamento, eu adorei! Imaginei-me com olhos de Matrix, girando em volta da cena para prestar mais atenção nos detalhes.
Nhá! Nada disso, não é o caminho que os olhos fazem e sim uma rota alternativa para toda imagem captada por eles, antes de chegar ao cérebro tem uma passagem pelo coração! Todos têm, basta ativar! :)

Ontem na aula meu professor de Economia Monetária disse que economistas são muito racionais para escrever sentimentos :(

quarta-feira, 13 de junho de 2007

A fábula do Tamanduá Ramon e da Formiga Sílvia



Era uma vez um garboso tamanduá chamado Ramon, um moço alto e vistoso o qual fazias as mais belas fêmeas tamanduá (sei lá eu como se escreve isso) suspirarem quando ele passava. Ramon cultivava estranhos hábitos para um tamanduá como ele, um deles era tentar conquistar uma insignificante formiga chamada Sílvia.
Sílvia por sua vez, era uma formiga desgarrada do resto da colônia, vivia em seu mundo próprio e apesar de já ser pequena tentava se fazer menor ainda para não ser percebida.
Um belo dia, Ramon encheu seu peito de ar e o bolso de moedas e foi até a floricultura comprar um buquê de flores para sua amada. Colocou seu melhor terno e foi ao encontro de Sílvia, mas, quem diria... A pobre formiga, cheia de razão e nenhum pouco de sentimentalismo rejeitou Ramon, dizendo que o amor deles era impossível. Ramon, coitado, se viu arrebatado de tamanha tristeza que fugiu aos prantos deixando Sílvia com um buquê espedaço em sua frente (um buquê muito maior do qualquer outro já sonhado pela sonhadora formiga). Quanto menor ficava Ramon, em sua frenética correria, aos olhos da pequena, mais o seu pobre coraçãozinho se via apertado (se formiga não tiver coração usem a imaginação).
Ramon voltou para sua casa, onde se trancou no quarto, ouviu Los Hermanos por dias e escreveu vários textos cheios de emoção, sentimento e palavras difíceis.
Sílvia carregou os restos do buquê para seu quartinho no formigueiro, um quartinho imensamente pequeno, mas que para ela era um formigueiro-castelo onde cabia toda sua imaginação. Passou dias suspirando e olhando o filme “O Fabuloso destino de Amelie Poulain”, em sua cabeça se passava de tudo, toda a preocupação com outras pessoas, com o próprio Ramon, o qual fazia seu pensamento vagar o dia inteiro...

(continua)

Hoje é dia de Santo Antônio

Uma explosão de receitas que envolvem maçã, mel, fotos, papel branco, nunca antes tocado, entre outros tantos ingredientes, circula hoje pela internet, jornais, revistinhas. É o amor, pedindo ajuda para que aconteça, se segurando na crença, na esperança.
O céu aqui de Pelotas chora, abençoando toda essa manifestação, a noite foi tensa, muita chuva e trovoada, mas não apagou o desejo de quem ainda busca um amor, mesmo que tenha que se segurar nesses artifícios. Boa sorte aos que praticam as “simpatias amorosas”, que não perderam a esperança de encontrar o que todo mundo passa a vida procurando, eu, prefiro só observar...

terça-feira, 12 de junho de 2007

domingo, 10 de junho de 2007

Eu tenho pena dos pontos.

Eles tão sempre lá no final da fila das frases, e em espanhol é pior ainda, porque até deixam eles ficarem no início, mas ficam de castigo, de cabeça para baixo! Tadinhos!

Sobre a lágrima

Foi um jeito que os olhos, preocupados como só, encontraram de chegar até a boca, escorrendo pelo rosto, para assim regar um sorriso que morria.

Cachorrada (o texto não tem muito a ver, mas quero que seja esse o nome).

E por que a gente pega um DVD e tem vontade de chorar?
E por que a gente sente que a melhor coisa da noite foi conhecer 2 cachorros gordinhos?
E por que a gente desce de um carro correndo, louco para chorar?
E por que aqui no meu quarto ta tudo tão bom?

Nunca vou entender!

Por que se mente tanto nessa vida?

Se alguém souber as respostas não me diga, não quero saber para nunca fazer como todo mundo faz! São perguntas que ME faço para nunca saber as respostas. Daqui do meu canto vou olhando em silêncio quanta mentira, que hoje me assusta, mas amanhã me fortalece...

Sim! Tô triste!

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Sobre a neblina

É um jeitinho que o céu dá para chegar devagar e fazer um carinho nas flores, um carinho mais lento que a chuva.

Novas cores.

Não sei se foi a neblina, esse monte de folhas pelo chão, tanta roupa escura passeando pela rua, o anoitecer que chega cada dia mais cedo... Não sei o que foi, mas deu vontade de mudar o colorido do blog.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Tô com medo que os carteiros sumam.

Quem vai levar meus cartões de Natal? Quem vai levar minhas cartinhas de amor? Quem vai me trazer boas notícias? ...
Eu sei que existe e-mail, msn, orkut e mais toda a parafernália cibernética que nos faz dar uma escapadinha em horário de trabalho, mas e o carteiro? Só vai me trazer contas? E se as contas começarem a chegar por e-mail e for só imprimir? E se o valor tiver errado e a gente passar 45 minutos digitando 1, 4, 5, 9, 3, no telefone, e nunca conseguir falar com um atendente nesses 0800 da vida? E se as pessoas não falarem mais, só digitarem? Meu Deus! É o fim!
Não quero mais falar disso, não quero imaginar que não vou mais em um banco, por pior que seja a fila, mas lá tem alguém para me atender! Não quero pensar no tanto de horas que vou ficar sentada em uma cadeira, resmungando por causa da minha bursite e perdendo de andar de bicicleta, de ver gente, rua, passarinho, flor...
Carteiros, não me abandonem!

domingo, 3 de junho de 2007

A Marcha dos Pingüins



Acabei de assistir a esse documentário que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2006. Assisti na companhia de meu gato Joãozinho Chimbico, que dormiu em noventa por cento do tempo e no restante quis brincar de lutinha, ou seja, nem foi tão companheiro assim.
As cenas são de uma beleza fora do comum, e a história de uma força tamanha pela sobrevivência de uma espécie que fica difícil de encontrar uma palavra para descrevê-la.
Para quem gosta de coisas mimosinhas fica a minha dica.
Abaixo um trecho do pensamento de um filhote pingüim, quando seu pai vem voltando:
“Os adultos não se cansam de ir e vir, eles têm dois lados: O branco é lado bom, são barrigas cheias voltando, o preto não é bom, significa barrigas vazias que se vão. Nós somos diferentes, somos cinza dos dois lados, significa que vivemos com fome”

Elegia

Há coisas que a gente não sabe nunca o que fazer com elas.

Uma velhinha sozinha numa gare.
Um sapato preto perdido do seu par: símbolo
Da mais absoluta viuvez.
As recordações das solteironas
Essas gravatas
De um mau-gosto tocante
Que nos dão as velhas tias.
As velhas tias.
Um novo parente que se descobre
A palavra “quincúncio”
Esses pensamentos que nos chegam de súbito nas ocasiões mais impróprias.
Um cachorro anônimo que resolve ir seguindo a gente pela madrugada na cidade deserta.
Este poema, este pobre poema
Sem fim...

(Mário Quintana)

Lembrei desse poeminha ontem quando voltava da padaria com uma sacola cheia de coisas cheirosas, dois cachorros me seguiram, quase dava pra ver o aroma entrando no focinho deles. Tadinhos! Dei um biscoito para cada um e ganhei duas abanadas de rabão. :)

terça-feira, 29 de maio de 2007

Queria um Fellini para mim...


Para morrer de rir quando isso acontecesse...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Abaixo arrepios e boca roxa!

Aos que lêem meu humilde bloguinho deixo aqui um pedido: Procurem lá no fundinho do armário aquela roupa de inverno que vocês não usam mais, depois doe ela pra alguém que esteja passando frio.
O inverno não chegou ainda e aqui nos pampas o friozinho já anda castigando.
Não custa nada vai :)

“Doe uma meia, doe um blusão e mostre que você tem amor e compaixão!”

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Eu não sei falar de amor!

Sei que a maioria dos love’s, digo, blog’s sempre falam nesse assunto, esse que mexe tanto com todo mundo, mesmo que não se admita. Não sei fazer um texto rimado com palavras difíceis destes que em muitas das minhas leituras fazem eu me sentir uma ignorante. Não sei falar do que, para mim, é o maior de todos os sentimentos. Não sei ora!
Um dia talvez eu consiga, mas por enquanto vou aprendendo com tanta gente que sabe, que faz poesia, letra de música, arranca suspiros, lágrimas, enfim, comove.
Nesse dia vou fazer um poeminha bem curtinho e simples, com palavras de criança e com tamanha inocência que vai ficar claro para qualquer um que leia o que é, na minha versão, o amor.
Mas, enquanto esse dia não chega, deixo aqui o que é para mim o amor, nas doces palavras da Ritinha.

Inocência não sabia escrever cartas de amor
Inocência não sabia escrever cartas de amor: tinha medo de adoecer os suspiros. Entender as coisas alegres era deixá-las, de repente, tristes. O amor não pedia entendimento, mas que ela desse três voltas no cachecol do menino. Só isso o amor pedia: que o pescoço dele ficasse sempre quentinho nas tardes de frio. Só isso. Fim.
(Rita Apoena)

terça-feira, 22 de maio de 2007

Momentos inesquecíveis da minha infância

Capítulo 2 – ABRIU A PORTEIRINHA

Vó e vô foram me visitar um dia lá e eu, refestelada como só, sem conseguir chamar a atenção como gostaria, resolvi esticar minha dancinha para além do solo, eu queria um palco mais alto, onde todos pudessem desfrutar meu show, então, subi na cadeira, subi na mesa, subi no balcão e de lá fiz um vôo solo com aterrissagem um tanto quanto abrupta...
Cai de cara no chão e quando levantei... Cadê meus dentinhos da frente??? Perdi!!!
Ainda bem que eram de leite.

domingo, 20 de maio de 2007

Não apertem o nariz

Minha família, meus amigos, meus livros, minhas músicas, meus pensamentos, meus suspiros, meus sorrisos, aquele céu estralado sem igual que eu vi num mirante em uma praia, meus cartões de natal, minhas fotos, os abraços que ganhei, os sorrisos também, meus desenhos, coisas que eu li ou vi e nunca esqueci, todos os friozinhos na barriga...
Todos, tudo!
Tudo que eu guardei no meu potinho, por favor, não se zanguem ou apertem o nariz, tive que abrir a tampa e colocar naftalina porque ando sem tempo para dar atenção a todos, mas foi um jeitinho de conservá-los e achei melhor que vinagre!

ELEGIA URBANA

Rádios tevês
Gooooooooooooooooooooooolo!!!
(O domingo é um cachorro escondido debaixo da cama)


(Mário Quintana)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Passeio Bom

Ontem fui pra fora, para a campanha, fui lá longe ascender uma velhinha pra minha vovó do cabelinho de coco, ela ta dormindo jaz um tempão e o lugar onde ela está é tão bonito e calminho, com uma figueira centenária bem na frente, com tanta folha que até parece um brócolis ou uma couve-flor que pegou muito sol. Essa vovozinha com certeza é a pessoa que mais faz falta nessa minha vida e falar dela me enche de saudade...
Era dia das mães e fui com a família, carro cheio, musiquinhas e piadas por conta da minha mãe, teve piquenique, teve visita aos parentes e tive a imensa sorte de conhecer “o maior goleiro do mundo”, João, meu priminho de cinco anos, que eu já conhecia né só não sabia que ele era uma celebridade, segundo relatos dele mesmo não passa uma bola pelas traves quando ele fica no gol do campinho que tem nos fundos da casa, depois tomei chá invisível e comi bolo de folhas com a minha prima embaixo de outra árvore gigante e centenária dessas, ouvi história de ovelhas que brigam, de cobras voadoras, conheci o Canjica, um gato obeso do meu primo, comi rosquinha com açúcar, sentei do lado do fogão a lenha... E tava tudo tão bom, também, não podia ser diferente, sempre foi assim quando fui encontrar com a vovó. Fica com os anjinhos minha véia!

sábado, 12 de maio de 2007

Meus bons amigos e confidentes :)


Serginho e Samuca, sempre me escutam, por mais chata que seja a minha história.

Amanhã vou me encontrar com o Minuano...

O ventão aqui do sul, acho que vai ser de arrepiar!

Gira mundo

E embaralha as pessoas que é pra cabeça ficar de cheia de recordações e o coração cheio de saudades!
Hunf, não gosto!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Semana de provas.


Eu, indo para a monitoria de econometria!
Pobre monitor!
(Desenho - Macanudo)

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Vai entender!

E hoje que eu fiquei feliz porque eu fiquei triste!...
Eu li uma postagem em um blog que eu adoro, ali falava de despedida, de largar uma coisa que faz mal e fazer o que faz bem, falava de coisas tão simples, de sonho, de objetivos, mas tudo com uma linguagem que, com certeza, criança entenderia melhor que muito adulto. Aquilo me encheu os olhos d’água e depois de uma boa suspirada fiquei tão feliz, de ver que mesmo convivendo com tantas coisas que me irritam profundamente (coisas que levaram a minha mãe a comprar um vidro de maracugina para mim), mesmo assim, ainda não morreu a criança que me referi na postagem anterior.
Tenho medo de crescer por dentro e virar mais uma chata, cheia de compromissos e coisas inadiáveis, com dois olhos que correm em busca da melhor maneira para crescer materialmente.
Coisa boa que esses olhos ainda se perdem no desenho das nuvens, no movimento das crianças e dos bichos e se enchem de lágrimas quando uma coisa tão bonitinha faz um dengo neles. É isso que me ajuda diariamente (e a maracugina da mamãe, é claro hehehe).

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Uma musiquinha que me explica...

Bola de Meia, Bola de Gude
Milton Nascimento

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Carater, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sussegado
Quaquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Momentos inesquecíveis da minha infância (1ª parte)

Capítulo 1 – A CONGA.

Aqui em Pelotas, quase todo o ano, recebemos a visita de um parque de diversões, o Parque Tupy. Quando eu era pequena o parque tinha mais brinquedos do que tem atualmente e sempre que vinha passar uma temporada eu, minha irmã e meus primos tínhamos quase que uma obrigação de irmos nesse parque. Uma dessas idas ficou marcada para mim.Era fim de tarde, já tínhamos entrado em quase todos os brinquedos, faltavam somente os aterrorizantes, tipo o trem fantasma e a conga. A conga era uma espécie de teatrinho que a gente ficava em pé olhando uma mulher se transformar em macaca, dentro de um container muito, mas muito quente, que não combinava nem um pouco com o meu macacão jeans e minha camiseta emborrachada, listradinha de amarelo e branco (a mãe só me dava roupas amarelas e rosinhas que eram coisas de menininhas mimosas, tudo isso para esconder a peste que existia enrustida dentro de mim).O calor era insuportável, eu imaginava que se olhasse para baixo veria meu lindo tênis rosa-choque derretendo naquele container. A escuridão piorava o ambiente e depois de alguns minutos de sauna surge uma mulher vestida com um breguíssimo biquíni de oncinha e um cabelo com corte igual ao da Ioná Magalhães (não sei se já repararam, mas essa mulher trabalha na globo há uns 50 anos e nunca mudou o corte de cabelo). Minha irmã e minha prima, ambas mais velhas que eu, se acomodaram “bravamente” no fundo do trailer e me usaram de escudo para servir de proteção, com a desculpa que eu era mais baixa. Deveria ter umas 15 crianças assistindo o fantástico teatrinho.Luzes começam a piscar, a mulher começa a ficar peluda, a criançada começa uma gritaria ensurdecedora, eu, posicionada bem na frente do espetáculo, fico imaginando como aquilo tudo acontece, sinto a tensão da minha prima, que neste instante começa a me estrangular praticamente. De repente a mulher vira uma macaca, enorme, loooouuuuuuuuca (ui), começa a sacudir a jaula em que se encontrava presa, a tensão é total. De repente a luz pisca e a macaca esta na jaula, pisca de novo e a macaca se soltou...Já viram né, a gritaria foi total, todos correram para a rua, minha irmã e minha prima, acho eu, foram as primeiras a atravessar a porta e adivinhem quem a macaca pegou... EU, lógico, a desgraçada me sacudia em movimentos que lembravam um limpador de pára-brisas e naquela situação constrangedora, me sentindo o boneco do posto, tentei tirar a máscara da bicha, mas foi impossível. Depois de uns segundos de espancamento consegui me livrar e atravessar a porta do container, que naquele momento mais parecia a porta do céu, do outro lado estavam minha irmã e minha prima, com os olhos cheios d’água e com aquela cara de “ e agora? A mãe vai nos matar! Como vou explicar que uma macaca engoliu a Magda?”Fui abraçada como um paciente que sai vivo depois de uma cirurgia terrível ou um sobrevivente de uma catástrofe (na verdade era assim que eu me sentia).Para me acalmar me levaram para o trem fantasma (isso que eram minhas amigas hein), com a promessa que depois dali iríamos embora. Para minha surpresa, na segunda curva do trem... tchan tchan tchan tchan... Tinha um macaco enorme, que levantava os braços como se fosse nos agarrar, quando me deparei com ele a vontade de chorar me veio quase que de imediato, a gritaria foi tamanha que quando o carrinho parou, eu, em estado de choque, era a chacota da fila, formada basicamente por meus coleguinhas do recém assistido teatro. Eles sabiam, devido à demora em sair do container, aos gritos de pavor e a um escabelamento evidente, que minutos atrás a macaca tinha me feito de refém.
Por semanas sonhei com a macaca, tive pesadelos horríveis e juro que até hoje não tenho coragem de entrar novamente no teatrinho.