domingo, 25 de novembro de 2007

Toc-toc (uma paradinha para pensar)

E foi aqui, no meio de uma leitura sobre economia do setor público (minha última prova se Deus quiser, pois to quase tomando Lexotan) que meu amigo Nana, um tico-tico que vem todo dia bater no vidro da janela do meu quarto, me fez pensar.
O que levaria esse passarinho a vir aqui todo dia? Eu já coloquei comida e ele não come, pelo contrário, traz frutas aqui para a minha janela e fica um bom tempo olhando o próprio reflexo no vidro, vira para um lado, vira para outro, quase pisca...
Quase pisca!!! Mas então ele ta apaixonado!!! (Faz de conta que passarinhos apaixonados piscam, imitando um antigo comportamento humano.)

Não Nana! É só uma imagem, não é uma “tica-tica”!
Não faz como os humanos que piscam de mentirinha e se apaixonam por imagens, ou por comportamentos espelhados. Que graça tem beijar esse vidro? Saber os movimentos exatos do amado? Que graça tem ser sempre igual e totalmente previsível?

Será que Nana já sofreu muito nessa vida e agora deseja dominar a situação? Será que Nana é narcisista? Bom eu só coloquei esse nome nele, pois achava que ele tinha se apaixonado por ele mesmo, mas agora acho que ele é só mais um perdido, procurando migalhas de amor, qualquer fantasiosa migalhinha que traga um pouco de tranqüilidade. Faz de conta que o amor é assim.

2 comentários:

Horácio disse...

Magda, a poetisa do cotidiano! Que sentimento, que linda percepção das coisas simples hein, garota?
Em relação a economia, vai por mim, não esquenta.
Costumo dizer que a profissão de economista deveria mudar de nome para "explicacionista"
Geralmente só serve para explicar, com palavras incompreensíveis para os comuns dos mortais (o famigerado "economês"), o jogo de ganhos e perdas do capitalismo.
Uma das frase que mais gosto na economia é a aquela do John Keyne:
"A longo prazo, todos estaremos mortos".
Portanto, repito, não esquenta!

Magda disse...

Que bom que voltou Horácio, pensei que tinha me abandonado.

Bjinho